Índice de ruptura em supermercados cai para 11,5% em abril, aponta Neogrid
Ruptura em supermercados cai para 11,5% em abril

O Índice de Ruptura da Neogrid, que mede a falta de produtos nas gôndolas dos supermercados brasileiros, registrou 11,5% em abril de 2026. O resultado representa uma queda de 0,2 ponto percentual (p.p.) em comparação com março, quando o índice foi de 11,7%. A melhora sinaliza uma recomposição gradual do abastecimento no varejo alimentar, com avanço em seis das oito categorias monitoradas e redução consistente da indisponibilidade em itens de alto giro e consumo essencial.

Recuperação do abastecimento

De acordo com a Neogrid, a queda no índice reflete investimentos do setor em um abastecimento mais inteligente, com ajustes finos de estoque e decisões orientadas por dados. “A ruptura é um perde-perde. Se o consumidor entra na loja com o orçamento mais controlado e não encontra o produto que procura, ele pode transferir essa compra para outro varejista. Por isso, o setor vem investindo em soluções baseadas em dados para evitar esse cenário”, afirma Robson Munhoz, Chief Relationship Strategist da Neogrid.

Categorias em destaque

Entre as oito categorias monitoradas, seis apresentaram melhora no índice de ruptura. Os mantimentos básicos, como arroz, feijão, óleo e leite, tiveram redução significativa na falta de produtos, indicando uma normalização do fluxo de abastecimento. Itens de alto giro, que costumam ter maior demanda, também registraram avanço, contribuindo para a queda geral do indicador.

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O levantamento da Neogrid mostra que, apesar da melhora, o índice de 11,5% ainda representa um desafio para o varejo, especialmente em um cenário de orçamento familiar mais apertado. A expectativa é que, com a continuidade dos investimentos em tecnologia e logística, a ruptura continue caindo nos próximos meses.

Robson Munhoz destaca que a orientação por dados tem sido fundamental para evitar perdas tanto para o consumidor quanto para o varejista. “Com informações precisas sobre demanda e estoque, é possível abastecer de forma mais eficiente, garantindo que os produtos estejam disponíveis quando o cliente precisa”, completa.

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