O presidente do Benfica, Rui Costa, saiu em defesa do jogador Gianluca Prestianni, após o atleta ser suspenso provisoriamente pela Uefa sob acusação de racismo contra Vinícius Jr, do Real Madrid. Em declarações à imprensa portuguesa antes do embarque para a capital espanhola, o dirigente garantiu a inocência do argentino e criticou a medida disciplinar.
Defesa firme do presidente
"Não estou em campo para saber o que foi dito ou não. Numa situação daquelas, muita coisa é dita", afirmou Rui Costa, destacando a confiança no depoimento do próprio jogador. "O que acreditamos é na palavra do nosso jogador; mais do que isso, é saber os jogadores que temos em casa. O Prestianni está sendo classificado como racista, mas é tudo menos racista. Posso garantir", assegurou o presidente do clube português.
Recurso e viagem para Madrid
O Benfica informou nesta segunda-feira, dia 23 de fevereiro, que irá recorrer da suspensão de Prestianni. O jogador viajou com o restante do elenco para Madrid e foi gravado ao lado dos companheiros no aeroporto de Lisboa, em Portugal. A decisão da Uefa, que suspendeu o atleta por "comportamento discriminatório", impede sua participação no jogo desta quarta-feira, mas não encerra o caso.
Acusações e investigação em andamento
Prestianni é acusado de ter chamado Vinícius Jr de 'macaco' durante o jogo de ida pelos playoffs da Liga dos Campeões, que terminou com vitória do Real Madrid por 1 a 0. A Uefa continuará investigando o incidente e poderá aplicar outras punições posteriormente. Segundo o artigo 14 do Código Disciplinar da entidade, a punição mínima para casos de racismo é de 10 jogos, e o clube também pode ser penalizado em caso de envolvimento de torcedores.
Contexto do jogo e incidentes paralelos
Durante a partida realizada em Portugal, apoiadores do Benfica foram vistos fazendo gestos racistas, imitando macacos em direção ao campo. O Real Madrid e o Benfica se enfrentam novamente nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, às 17h (horário de Brasília), no estádio Santiago Bernabéu. Os merengues avançam com um empate, enquanto os portugueses precisam de uma vitória por ao menos dois gols de diferença para seguir na competição.
Rui Costa enfatizou que "nada está provado" e questionou a justificativa para a ausência do jogador: "Entendemos que nada está provado e não se justifica a ausência do jogador neste jogo". A defesa do Benfica se baseia na falta de provas concretas e na confiança no caráter do atleta, enquanto a Uefa mantém a suspensão provisória como medida cautelar durante as investigações.