Mulher trans morta por policial civil em São Paulo será sepultada em Votorantim
A mulher trans de 35 anos, identificada pelo nome social Sheyla, que foi morta a tiros por um policial civil na zona sul de São Paulo, na segunda-feira (2), será sepultada nesta quarta-feira (4) em Votorantim, cidade do interior paulista de onde ela era natural.
Detalhes do crime e investigação
O caso ocorreu na Alameda dos Guainumbis, no bairro Planalto Paulista, onde a vítima foi encontrada caída em via pública com um ferimento no tórax compatível com disparo de arma de fogo. O suspeito, o policial civil Paulino Domiciano Antônio, se apresentou espontaneamente aos superiores horas após o ocorrido.
Ele alegou ter sido vítima de uma tentativa de assalto, mas, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o investigador não acionou a Polícia Militar nem comunicou o fato às autoridades no momento do crime. O policial foi preso em flagrante, e a SSP informou que a Corregedoria da Polícia Civil acompanha a ocorrência para adotar as providências cabíveis.
Arranjos para o sepultamento e apoio à família
A família de Sheyla organizou uma campanha para arrecadar fundos para o translado do corpo até Votorantim, enquanto o velório e o sepultamento serão custeados pela prefeitura da cidade. A cerimônia de despedida está marcada para esta quarta-feira, das 8h30 às 11h30, e o enterro ocorrerá no Cemitério São João Batista.
Este trágico incidente levanta questões sobre a atuação policial e a violência contra a comunidade trans, destacando a necessidade de investigações rigorosas e apoio às famílias em momentos de luto.