Trancista é encontrada morta em Araguari após ser atraída com pretexto de bolsa perdida
A morte de Luana Carolina de Melo, de 27 anos, causou profunda comoção entre familiares e amigos em Araguari. Mãe solo de uma menina de 5 anos e conhecida pelo trabalho como trancista, ela era lembrada como uma mulher intensa, carinhosa e capaz de transformar o ambiente por onde passava. Luana foi assassinada no bairro Brasília, na noite de domingo (22), em um crime tratado pela Polícia Militar como feminicídio.
Detalhes do crime que chocou a cidade
Segundo a corporação, um homem de 38 anos teria atraído a jovem para a casa dele afirmando ter achado uma bolsa que ela supostamente havia perdido. Horas depois, o corpo dela foi encontrado com sinais de estrangulamento e violência sexual. O velório aconteceu na tarde desta segunda-feira (23), na Funerária Frederico Ozanam, em Araguari.
Os amigos de infância descrevem Luana como alguém extrovertida, carismática e muito amorosa. Johnatan Henrique da Silva Gil, de 27 anos, conheceu a jovem na escola e contou que a amizade se fortaleceu anos depois, quando os dois participaram de um grupo de teatro em Araguari.
"Era daquelas pessoas que chegavam mudando o clima do lugar, com um sorriso fácil e um jeito de cuidar de todo mundo", relatou Johnatan sobre a amiga.Mãe dedicada que sonhava alto por ela e pela filha
Ser mãe era o maior orgulho de Luana. Segundo os amigos, ela criava a filha sozinha, era muito dedicada e fazia questão de aproveitar todo tempo livre com a menina. A atriz e professora de teatro Daniela Jaine Carvalho da Silva, 26 anos, cresceu ao lado de Luana e acompanhou de perto os planos que a amiga fazia para a vida.
"A Luana sempre falava do futuro principalmente em relação à filha, de poder conseguir dar do bom e do melhor pra ela, conseguir criar ela de uma maneira muito bem e de viver bem", disse Daniela.
Amiga para toda hora que enfrentava dificuldades com força
A personal trainer Mariana de Souza Rodovalho, 26 anos, também amiga de infância, relembrou as dificuldades enfrentadas pela trancista ao longo da vida. A jovem perdeu o pai quando ainda era muito nova e quase perdeu o irmão em um acidente de trânsito. Mesmo assim, seguia firme, sorridente e buscando seu espaço.
"A Luana era intensa. Ela vivia a vida com força, vivia no presente mesmo. Ela era exatamente como a lua, tinha suas fases, mas em cada fase ela sabia viver como quem quisesse viver mesmo aquele momento", afirmou Mariana.
Detalhes da investigação e relação com o suspeito
A trancista foi encontrada morta dentro da casa de um conhecido, na rua Corumbá, em Araguari. Segundo a PM, o homem, de 38 anos, teria atraído Luana ao local com o pretexto de ter encontrado uma bolsa que ela supostamente havia perdido. Depois disso, ela parou de responder mensagens e ligações dos familiares.
Horas mais tarde, o corpo foi localizado por um parente do suspeito. O nome dele não foi divulgado pela polícia. Luana estava parcialmente despida, com um fio enrolado no pescoço. Também havia sinais de violência sexual. Ainda de acordo com a polícia, o suspeito fugiu levando o celular e a motocicleta da vítima.
Ele morava na casa onde o corpo foi encontrado e, segundo familiares, mantinha um "vínculo indireto com a vítima" e apresentava comportamento obsessivo em relação à Luana. Uma das amigas contou que Luana nunca havia comentado nada suspeito sobre o homem, mas que sabia que ele era pai de uma prima da vítima. A polícia segue os rastreamentos para prender o assassino.