Mulher sofre agressão brutal em elevador de São Vicente após episódio violento em carro de aplicativo
Uma mulher de 26 anos foi vítima de violência extrema dentro do elevador de um prédio em São Vicente, no litoral de São Paulo, na madrugada do último sábado (7). O agressor, identificado como Jonas de Oliveira, de 32 anos, foi preso apenas na terça-feira (10), após as imagens das agressões circularem amplamente. A vítima relatou à Polícia Civil que as agressões começaram ainda dentro de um carro de aplicativo, antes mesmo de chegarem ao condomínio.
Violência que começou no transporte por aplicativo
Em depoimento detalhado, a jovem contou que estava em um bar na cidade de Santos com Jonas quando visualizou mensagens no celular dele que geraram um desentendimento entre o casal. O conteúdo específico dessas mensagens não foi divulgado pelas autoridades policiais. Após a discussão, ambos deixaram o estabelecimento e embarcaram em um veículo de aplicativo com destino à residência do agressor em São Vicente.
Durante o trajeto, Jonas iniciou uma série de agressões físicas, beliscando a mulher repetidamente e exigindo que ela entregasse seu aparelho celular. A situação escalou quando ele começou a puxar os cabelos da vítima, só interrompendo as agressões quando o carro chegou ao destino final.
Tentativa frustrada de ajuda policial
Ao descer do veículo, a mulher avistou uma equipe da Polícia Militar nas proximidades e imediatamente buscou auxílio. No entanto, os agentes informaram que não poderiam tomar medidas naquele momento específico, uma vez que o agressor não estava presente no local. A orientação dada foi para que a vítima retornasse para sua residência, mas ela decidiu seguir para o apartamento de Jonas com o objetivo de recuperar seus pertences pessoais.
Violência se intensifica dentro do apartamento
Ao chegar ao andar do apartamento, a mulher acionou a campainha e solicitou seus objetos. Jonas insistiu para que ela entrasse no imóvel e, diante da recusa, puxou-a pelo braço com força, empurrando-a para dentro da residência. A vítima relatou ter avistado uma faca de cozinha próxima à porta e, por precaução, colocou o utensílio sobre a pia da cozinha.
Enquanto recolhia seus pertences, o agressor pediu desculpas pelo ocorrido e solicitou que ela permanecesse no local. Paralelamente, Jonas exigiu a senha do celular da mulher, que, sentindo-se amedrontada, acabou fornecendo o código de acesso. O homem acessou o dispositivo e anunciou que não devolveria o aparelho. Ao ouvir que a vítima pretendia acionar as autoridades policiais, ele deliberadamente quebrou o celular.
Espancamento brutal dentro do elevador
A mulher pegou os fragmentos do aparelho danificado e dirigiu-se ao elevador para deixar o prédio. O equipamento desceu, mas parou em outro andar, momento em que Jonas entrou no compartimento e iniciou uma nova onda de violência extrema. A vítima descreveu ter sido sufocada com força, mordida no braço e na cabeça, ficando sem ar e perdendo parcialmente a consciência durante o ataque.
Ao recuperar os sentidos, ela se encontrou caída próxima à porta do elevador. Tentou fugir pelas escadas do prédio, mas foi perseguida pelo agressor. Desesperada, a mulher bateu em várias portas de apartamentos até ser acolhida por um morador solidário, que imediatamente acionou a Polícia Militar. Jonas conseguiu fugir do local antes da chegada das autoridades.
Resposta policial e medidas legais
Os agentes da PM compareceram ao local, mas informaram que não poderiam adotar providências imediatas sem a presença física do agressor. A vítima foi conduzida até uma delegacia e orientada a procurar a Polícia Civil no dia seguinte para formalizar a ocorrência. Em seu depoimento, a mulher manifestou estar profundamente abalada psicologicamente e expressou medo constante em relação ao agressor.
Ela solicitou formalmente a manutenção da medida protetiva de urgência, ressaltando que "teve sorte por estar viva" após o episódio violento e afirmou não se sentir segura mesmo após a prisão de Jonas. A Polícia Militar, quando procurada para se manifestar sobre as declarações da vítima, não emitiu posicionamento até o fechamento desta reportagem.
Histórico anterior de violência
Investigadores descobriram que esta não foi a primeira vez que a jovem foi agredida por Jonas de Oliveira. Segundo registros do boletim de ocorrência, há aproximadamente dois meses, a mulher já havia sofrido violência física por parte do mesmo agressor. O incidente anterior ocorreu após a vítima cumprimentar um amigo em uma balada, em dezembro de 2025.
Na ocasião, o homem desferiu tapas e aplicou mordidas no rosto da mulher, que solicitou uma medida protetiva de urgência, expedida judicialmente em janeiro de 2026. Este histórico demonstra um padrão de comportamento violento por parte do agressor, que agora enfrenta as consequências legais de seus atos após ser preso pelas autoridades policiais.