O homem flagrado agredindo a ex-companheira, de 29 anos, com um soco em frente ao local de trabalho dela, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, já havia feito ameaças de morte à vítima meses antes do ataque. Capturas de tela obtidas pelo g1 neste sábado (16) revelam as mensagens enviadas pelo suspeito, que não aceitava o término do relacionamento.
O ataque
A vítima havia saído da padaria onde trabalha e estava pegando a bicicleta para ir embora quando foi surpreendida pelo ex na terça-feira (12), no bairro Boqueirão. Imagens de monitoramento mostram o suspeito, usando um boné vermelho, aproximando-se da mulher. Ela tentou fugir de bicicleta, mas foi impedida e recebeu um soco na boca.
Ameaças anteriores
Segundo relato da mulher e registro em boletim de ocorrência, o agressor não aceitava o fim do relacionamento, ocorrido em fevereiro, e passou a persegui-la. Nas mensagens de WhatsApp, ele a acusava de traição e dizia que ela morreria caso não ficasse com ele. "Eu 'tô' jurando você de morte. Você não percebeu ainda?", escreveu o suspeito. A conversa inclui frases como: "Então tu fica ou morre. Escolhe aí" e "Quando você menos esperar, eu vou atacar".
Histórico agressivo
O advogado da vítima, Matheus Martinez, informou que o namoro durou apenas dois meses e terminou devido ao comportamento ciumento e agressivo do homem. "Ele estava demonstrando ser essa pessoa perseguidora durante o relacionamento. Ela não podia conversar com amiga, não podia adicionar ninguém no Instagram, não podia sair com as amigas que ele já demonstrava destemperamento", afirmou. O suspeito já havia agredido a mulher com um empurrão durante a relação.
Pedido de prisão
O escritório Garcia Advogados, que representa a vítima, está reunindo elementos para solicitar a prisão preventiva do agressor. A defesa considera que o caso configura tentativa de feminicídio, dadas as ameaças, o histórico agressivo e a agressão pública. Além disso, avaliam a possibilidade de ação indenizatória por danos morais, emocionais e psicológicos. O suspeito possui antecedentes por violência doméstica, incluindo tentativa de homicídio, o que reforça sua periculosidade.
O agressor se torna agredido
Após o ataque, o suspeito foi contido e agredido por populares. Guardas civis municipais o retiraram de uma loja enquanto era agredido. Ele foi preso em flagrante, mas liberado em audiência de custódia. A defesa do agressor não foi localizada para comentar o caso.



