Audiência de instrução do caso Ana Paula Rodrigues acontece nesta quinta (29) em Santana
Audiência do caso Ana Paula Rodrigues ocorre nesta quinta

A audiência de instrução do caso da estudante universitária Ana Paula Viana Rodrigues, de 19 anos, morta em março, será realizada nesta quinta-feira (29), às 8h, no Fórum de Santana, no Amapá. O principal suspeito, Cláudio Pacheco, conhecido como “Coringa”, responderá por latrocínio e outros crimes.

O que ocorre na audiência de instrução?

Durante a audiência, o juiz responsável pelo processo ouvirá as testemunhas indicadas tanto pela acusação quanto pela defesa. O réu também poderá ser interrogado e responder aos questionamentos feitos na sessão. O Ministério Público do Amapá (MP-AP) acompanhará todos os trâmites. Ao final da fase de instrução, o magistrado decidirá se o caso segue para alegações finais.

A audiência de instrução é a etapa do processo na qual o juiz reúne as partes para coletar provas. É nesse momento que se constrói o conjunto de evidências que embasará a decisão judicial.

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Relembre o caso

A estudante de Biologia da Universidade Federal do Amapá (Unifap) foi encontrada morta dentro da loja de roupas onde trabalhava, no centro de Santana. As investigações indicam que ela foi atacada quando estava sozinha no estabelecimento. Houve luta corporal e a jovem morreu por estrangulamento.

A polícia também apontou que Ana Paula foi vítima de violência sexual. “As investigações concluíram que houve estupro consumado e uma fraude processual qualificada, porque ele alterou o local do crime retirando os fios de internet, modem e câmeras de segurança justamente para não ser identificado na cena. Colocou tinta nas mãos da vítima para impedir que fosse detectado DNA dele nela, já que ela produziu muitos arranhões nele tentando se defender”, afirmou o delegado Anderson Ramos.

Cláudio Pacheco, conhecido como 'Coringa', foi localizado em uma área de pontes e preso em flagrante. Ele cumpria uma condenação por homicídio em 2018 e estava foragido do sistema prisional desde outubro de 2025. O autor fugiu levando o celular da vítima, que foi trocado por pedras de crack. O crime foi registrado como latrocínio e gerou grande repercussão no Amapá.

O Ministério Público do Amapá apontou falhas na segurança pública e na administração penitenciária, afirmando que não houve comunicação formal da fuga de Cláudio Pacheco ao Judiciário. A morte de Ana Paula, que cursava Biologia na Unifap, causou comoção entre familiares, colegas e moradores do estado, que realizaram manifestações pedindo justiça.

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