A presidente da Associação Norueguesa de Futebol, Lise Klaveness, declarou na segunda-feira, 27, que o Prêmio Fifa da Paz deve ser abolido. A afirmação foi feita durante uma mesa redonda com a mídia internacional, conforme informações do The Athletic.
Neutralidade política em foco
Klaveness argumenta que a Fifa deve manter-se politicamente neutra e distante dos líderes mundiais. Para ela, a federação não deveria ter o papel de conceder um prêmio da paz. "Nós acreditamos que já temos um instituto Nobel que faz esse trabalho de maneira independente", afirmou a presidente.
Denúncia ética contra Infantino
Klaveness, que representará a Noruega no Congresso da Fifa na quinta-feira, 30, também declarou apoio a uma denúncia ética contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Infantino foi um dos responsáveis por premiar o presidente americano, Donald Trump, com o Prêmio Fifa da Paz de 2025, em dezembro do ano passado.
Polêmica na premiação
O prêmio foi anunciado em novembro pela Fifa sem ter passado pelo Conselho da organização. A relação próxima entre Trump e Infantino, a não divulgação dos indicados e a falta de aprovação do Conselho levantaram suspeitas sobre o real objetivo do prêmio. De acordo com veículos especializados, muitos passaram a assumir que a premiação ocorreu como forma de consolar Trump por ter "perdido" o Prêmio Nobel da Paz.
Investigação interna
O presidente da federação tem sido investigado internamente por sua relação com Trump. O Comitê de Ética da Fifa já foi indicado a investigar Infantino por "falhas frequentes" das regras relacionadas à neutralidade política.
Contexto do Nobel da Paz
O Prêmio Nobel da Paz de 2025 foi concedido a María Corina Machado, líder da oposição venezuelana contra Nicolás Maduro, ex-presidente capturado pelo governo Trump no início deste ano. Pouco tempo após ganhar o prêmio, María entregou sua medalha ao presidente americano.



