Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe decreta paralisação total no período do Carnaval
O Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol/SE) anunciou oficialmente, nesta sexta-feira, dia 13 de fevereiro, que todas as atividades da categoria estarão completamente paralisadas durante o Carnaval deste ano. A decisão histórica foi tomada após um intenso processo de três dias de debates internos, que se iniciaram no dia 11 de fevereiro, culminando em uma paralisação integral que afetará os serviços policiais civis em todo o estado.
Processo democrático e insatisfação coletiva
De acordo com o presidente do Sinpol/SE, Jean Rezende, a deliberação ocorreu de maneira democrática e unânime, refletindo o entendimento coletivo dos policiais civis. A principal motivação para a paralisação é a ausência de avanços concretos nas pautas de valorização profissional, que têm sido negligenciadas pelas autoridades estaduais. Rezende enfatizou que a categoria se sente desrespeitada e subvalorizada, levando a essa medida extrema como forma de pressionar por melhorias.
Além da paralisação, os oficiais investigadores aprovaram, por unanimidade, que o sindicato protocole novamente um pedido formal de reunião com o governador do estado, Fábio Mitidieri. Essa ação busca estabelecer um diálogo direto para discutir as demandas pendentes e encontrar soluções viáveis para os problemas enfrentados pelos policiais civis.
Possibilidade de revisão da paralisação
O sindicato deixou claro que, caso ocorra um fato novo, como a confirmação pública de data e horário para uma reunião direta com o governador, a paralisação poderá ser revista a qualquer momento. Essa flexibilidade demonstra a disposição do Sinpol/SE em negociar, desde que haja um compromisso sério por parte do governo estadual em avançar nas pautas de valorização.
A paralisação durante o Carnaval, período tradicionalmente movimentado e crítico para a segurança pública, destaca a gravidade da situação e a determinação dos policiais civis em buscar seus direitos. A medida pode impactar significativamente as operações de segurança no estado, exigindo atenção imediata das autoridades para evitar maiores transtornos.