Vizinho ouviu barulho de escavação antes de professora ser encontrada morta no quintal em SP
Vizinho ouviu escavação antes de professora morta no quintal

Um vizinho relatou ter ouvido barulhos de escavação por volta das 3h da madrugada de terça-feira (21) no quintal da casa onde a professora Elisângela Barbosa de Almeida, de 40 anos, foi encontrada enterrada. O marido, Jacemir Bueno de Almeida, confessou o crime e está preso.

O crime

Elisângela desapareceu na segunda-feira (20) e o corpo foi localizado na sexta-feira (24) no quintal da residência do casal, no bairro Vila São João, em Pariquera-Açu, interior de São Paulo. Jacemir foi preso após confessar que matou a esposa durante uma discussão.

Segundo a Polícia Civil, a professora foi morta na madrugada de terça-feira (21). Jacemir afirmou que deu um tapa no rosto dela, que caiu e começou a convulsionar. Em desespero, ele decidiu enterrar o corpo no quintal. O filho do casal, de 10 anos, dormia no momento do crime.

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Vizinho ouviu escavação

O vizinho, que não teve a identidade divulgada, prestou depoimento após a prisão de Jacemir. Ele contou que acordou cedo para trabalhar e ouviu um barulho de enxada, como se alguém estivesse escavando o solo. O som chamou a atenção pelo horário, mas ele não imaginou que se tratava de algo grave, pois não ouviu discussões na casa.

Tentativa de despistar

Durante o depoimento, Jacemir tentou justificar a movimentação no quintal dizendo que estava construindo uma 'quadrinha de areia' para o filho jogar bola. Ele afirmou que havia utilizado areia de uma construção e que um cano estourou durante o serviço. A Polícia Civil, no entanto, desconfiou da versão, pois a mudança no quintal não tinha relação com o desaparecimento.

O suspeito chegou a dizer que contou com a ajuda do filho para construir a quadra, mas a polícia apurou que a criança não participou da obra nem do crime de ocultação de cadáver.

Fingiu ser a vítima

Após matar Elisângela, Jacemir ficou com o celular dela e enviou mensagens a amigos e familiares se passando pela vítima. Ele criou até um perfil falso de casal com um suposto amante. As mensagens, porém, levantaram suspeitas pelo conteúdo e pela forma de escrever, diferente do habitual da professora.

Em uma das conversas, a suposta Elisângela dizia que estava 'vivendo a vida' com um amante em Paranaguá (PR). A irmã da vítima, ao ser comunicada na quinta-feira (23), registrou o desaparecimento.

Prisão e investigação

O delegado Eduardo Pinheiro Alves Ferreira pediu a prisão preventiva de Jacemir por feminicídio majorado e violência doméstica. O pedido foi aceito pela Justiça em audiência de custódia no sábado (25). O feminicídio foi considerado majorado porque o filho do casal estava na residência no momento do crime, embora estivesse dormindo no andar inferior do sobrado.

O caso foi registrado como ocultação de cadáver, violência doméstica e feminicídio na Delegacia de Pariquera-Açu, que segue investigando a motivação do crime. A defesa de Jacemir ainda não se manifestou.

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