Testemunhas contradizem PM sobre morte de servidor em Cuiabá
Testemunhas contradizem PM sobre morte em Cuiabá

Em depoimento à Polícia Civil, testemunhas afirmaram que Valdivino Almeida Fidelis, de 58 anos, morto durante uma ação da Polícia Militar em Cuiabá, não apontou uma arma para a cabeça da filha da ex-mulher, de 29 anos. A informação foi divulgada pelo delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação, em entrevista à TV Centro América.

Detalhes da ocorrência

O caso ocorreu na segunda-feira (11), no bairro Goiabeiras, em Cuiabá. A polícia foi ao local após denúncia de que a jovem estaria em cárcere privado. Segundo o delegado, os depoimentos indicam que Valdivino abriu a porta da casa segurando um celular em uma mão e a chave na outra, enquanto liberava a saída da jovem. A arma estaria guardada na cintura, por dentro da camisa.

Versão das testemunhas

O delegado afirmou que as testemunhas disseram que Valdivino não estava com a arma na mão no momento em que foi baleado. “A arma dele estava na cintura, por dentro da camisa. Já fazia uns 10 segundos que ele havia colocado lá. Em uma mão, ele estava com o celular; na outra, a chave para abrir a porta”, relatou. O delegado informou ainda que Valdivino não teria sido avisado da presença da polícia.

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Versão da Polícia Militar

Inicialmente, a PM informou que, após pularem o muro e realizarem buscas no quintal, os policiais visualizaram, através de uma janela, Valdivino apontando a arma para a cabeça da vítima. Os policiais envolvidos ainda serão ouvidos, e o caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Valdivino Almeida Fidelis trabalhava na Escola Estadual Liceu Cuiabano. A DHPP também investiga possível alteração da cena do crime.

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