Trump deixa Pequim sem avanços concretos e com muitos elogios a Xi
Trump deixa Pequim sem avanços e com elogios a Xi

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou a China nesta sexta-feira (15) sem grandes avanços comerciais ou ajuda concreta de Pequim para encerrar a guerra no Irã, apesar de dois dias de reuniões e uma enxurrada de elogios ao anfitrião, o presidente chinês Xi Jinping. A visita de Estado, realizada desde essa quinta (14), foi marcada por discursos cordiais e declarações públicas de amizade, mas analistas apontam resultados modestos nos temas mais espinhosos da relação bilateral.

Encontros e declarações

Trump se encontrou com Xi no complexo Zhongnanhai, sede do governo chinês, no segundo e último dia da agenda. O presidente americano classificou a relação como "muito forte", e ambos os líderes declararam a cúpula um sucesso. No campo simbólico, Xi Jinping exaltou um "novo posicionamento" nas relações com os EUA. Trump, por sua vez, convidou Xi para uma visita à Casa Branca em 24 de setembro, gesto interpretado como sinal de continuidade diplomática.

Taiwan e Irã: divergências persistem

Apesar do tom amistoso, as diferenças de fundo continuaram expostas. Xi alertou Trump de que uma condução inadequada da questão de Taiwan poderia levar a um caminho "perigoso" e potencialmente a "confrontos e até conflitos". Em resposta, Trump afirmou que ainda não decidiu se vai autorizar um novo pacote de armas para Taiwan. Sobre o Irã, Trump declarou que os dois países estão "alinhados" e que Teerã precisa "fazer um acordo em breve". No entanto, Pequim não ofereceu mediação concreta ou compromissos públicos para ajudar no esforço americano de encerrar o conflito.

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Acordos modestos e expectativas baixas

Trump chegou a Pequim buscando vitórias econômicas após um ano desgastante com a guerra no Irã. Uma grande encomenda de aviões da Boeing chegou a ser mencionada, mas anúncios concretos ficaram aquém do esperado. O presidente americano deixou o país escoltado pelo ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, com tapete vermelho e filas de crianças em idade escolar acenando bandeiras, um ritual diplomático que contrastou com o saldo magro de resultados substantivos.

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