Quatro homens, com idades entre 20 e 48 anos, foram presos em flagrante por furto qualificado na última terça-feira (12), na zona urbana de Rosana (SP). Eles foram interceptados pela Polícia Militar nas proximidades da divisa com o Paraná, após populares denunciarem a retirada suspeita de fios de postes na Rua Dourado.
Abordagem e apreensão
Quando os militares chegaram ao local, os veículos já haviam partido em direção à Estrada da Jacutinga, que dá acesso ao Paraná. Durante patrulhamento, os automóveis foram localizados e abordados. Os carros exibiam logotipos de empresas de telefonia, e os suspeitos usavam uniformes e portavam documentos relacionados à instalação de cabos. No entanto, os endereços e datas nos documentos não correspondiam ao serviço que estariam realizando.
Dentro dos veículos, os policiais encontraram aproximadamente 1.000 metros de fios telefônicos, avaliados em R$ 52 mil, pertencentes à empresa Vivo, além de ferramentas e outros uniformes de empresas de telefonia. Todo o material, os automóveis e os quatro homens foram encaminhados ao Distrito Policial de Primavera.
Posicionamento da Vivo
Em nota, a Vivo informou que os detidos não possuem vínculo com a operadora. A empresa repudiou veementemente o ato ilícito e destacou que furtos e vandalismos de equipamentos impactam diretamente os serviços de telecomunicações, prejudicam a sociedade e comprometem serviços públicos essenciais, como polícia, bombeiros e emergência médica. A orientação é que a população, ao identificar ações suspeitas, ligue para a Polícia Militar (190) ou para o canal de denúncias da Vivo.
Investigação e prisão preventiva
Na quarta-feira (13), a Polícia Civil obteve da Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva para os quatro homens, integrantes de um esquema criminoso interestadual especializado em furto de cabos de telecomunicação. O responsável pela segurança da empresa vítima reconheceu o material como patrimônio da companhia e confirmou que não havia autorização para a atividade.
O delegado solicitou a conversão argumentando a gravidade do crime, a existência de registros de outros casos semelhantes no Paraná e a necessidade de garantir o andamento das investigações. A Justiça acolheu o pedido, destacando que o modo de atuação do grupo indica organização e planejamento. Foram expedidos mandados de prisão, e os indiciados permanecem recolhidos no sistema prisional.
Perícia e consequências
Os materiais apreendidos – quatro celulares, documentos com indícios de falsificação, dois veículos e os cabos – passarão por perícia. A análise deve ajudar a identificar outros possíveis integrantes do grupo e verificar ligações com crimes semelhantes em outros municípios. A Polícia Civil reforçou que o furto de cabos de telecomunicação pode comprometer serviços essenciais como telefonia e internet. Em casos que envolvem organização criminosa ou uso de documentos falsos, a legislação prevê penas mais severas.
A população pode contribuir com informações pelos telefones 181 (Disque Denúncia) e 197 (Disque Polícia), disponíveis 24 horas, com sigilo garantido.



