Flávio Bolsonaro e produtores divergem sobre verba de Vorcaro para filme
Flávio e produtores divergem sobre verba de Vorcaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os produtores do filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, apresentaram versões divergentes sobre o destino dos recursos solicitados ao banqueiro Daniel Vorcaro. A revelação, feita pelo site The Intercept Brasil, indica que Flávio teria pedido R$ 134 milhões a Vorcaro, dos quais R$ 61 milhões foram efetivamente pagos. No entanto, a Go Up Entertainment, produtora do longa, e o deputado Mario Frias (PL-SP), roteirista da obra, afirmam que não tiveram acesso a essa quantia.

Repercussão internacional

A revista The Economist, renomada publicação britânica focada em economia, publicou em 14 de maio uma reportagem analisando o impacto do escândalo. Segundo a revista, o caso pode comprometer a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A publicação destaca que partidos de direita já cogitam lançar um candidato alternativo, e que nas casas de apostas Flávio caiu para o segundo lugar, perdendo dez pontos percentuais. Além disso, a The Economist reportou que o real e o principal índice da bolsa de valores brasileira caíram 2% com o aumento das chances de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Versões conflitantes

Em entrevista à GloboNews, Flávio Bolsonaro negou que o valor solicitado tenha sido de R$ 134 milhões. Mario Frias também se manifestou, classificando a acusação como uma tentativa de sabotagem vinda da própria direita, aproveitada pela esquerda. A Go Up Entertainment, por sua vez, afirmou que não pode divulgar a origem do orçamento do filme devido a cláusulas de confidencialidade com os envolvidos. Vorcaro, que está preso, não esclareceu as doações por meio de sua defesa.

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Impacto nas eleições

Embora nenhuma pesquisa de intenção de voto tenha sido divulgada após o vazamento, o monitoramento da AP Exata Inteligência revela um desgaste significativo para Flávio nas redes sociais. Até as 18h de 14 de maio, 64,3% das menções ao senador eram de tom negativo, um aumento de 7 pontos percentuais desde a divulgação do caso. Esse é o pior índice registrado por Flávio desde o início de sua pré-campanha e o mais negativo entre todos os presidenciáveis monitorados. A ferramenta de inteligência artificial da AP Exata analisa sentimentos como confiança, tristeza, alegria e medo em publicações no X e Instagram.

A The Economist também abordou os recentes movimentos de Lula, principal adversário de Flávio, destacando o encontro do petista com o presidente dos EUA, Donald Trump. Lula elogiou a 'química' entre ambos, classificando a relação como 'amor à primeira vista', o que teria incomodado a família Bolsonaro, que se considera próxima de Trump.

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