Um jovem de 19 anos foi preso nesta terça-feira (12) suspeito de atirar na cabeça de um homem durante um assalto em Campinas (SP). Hugo Gabriel Ferraz Caetano é apontado pela Polícia Civil como integrante de um grupo criminoso que teria cometido pelo menos sete roubos de celulares na cidade.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava um carro preto para abordar pedestres, principalmente nas regiões do Taquaral e Castelo. Uma das vítimas conseguiu fotografar o veículo, o que auxiliou na identificação dos suspeitos. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação no Castelo, em abril. No vídeo, é possível ver o carro estacionando e o suspeito abordando a vítima com uma arma. Após um breve diálogo, a vítima tentou correr, mas foi baleada na cabeça e caiu. O criminoso então correu de volta ao veículo e fugiu. A vítima sobreviveu ao ataque e está em recuperação.
Modus operandi do grupo
Segundo a Polícia Civil, Hugo era quem geralmente descia do veículo armado para anunciar o assalto. Duas vítimas que estiveram na delegacia o reconheceram. "Eles vieram com o carro, abordaram a gente, saíram duas pessoas do carro, uma armada e a outra para recolher os pertences. Pediram para a gente deitar no chão", relatou um homem que também foi roubado pelo grupo.
O motorista do carro, Samuel de Jesus Pereira, já havia sido preso anteriormente durante um furto de estepe. A Polícia Civil agora investiga a participação de um terceiro criminoso nas ações. "Essa repetição do modus operandi foi crucial para a identificação dos dois", afirmou o delegado Luís Augusto Mita, responsável pelo caso.
Hugo Caetano, que já tinha passagens por roubo e tráfico, negou envolvimento nos crimes. Ele teve a prisão preventiva decretada e foi encaminhado ao sistema prisional.
Vítima em recuperação
O homem baleado na cabeça sobreviveu ao ataque e está se recuperando. Um vídeo mostrou a vítima consciente e realizando trabalhos de reabilitação. "Foi tudo muito bem coordenado lá em cima e, graças a Deus, meu cunhado está vivo. Ele está bem, está lúcido, consciente. Agora é uma jornada pela recuperação, muitas sessões de fisioterapia, a questão do suporte emocional também", disse Milena Dias, cunhada da vítima.



