Uma onda de furtos na zona norte de São José do Rio Preto (SP) tem deixado comerciantes e moradores em alerta. Os crimes, muitos deles cometidos em plena luz do dia, ocorrem com frequência na Avenida Domingos Falavina, uma das principais vias da região. Em abril, dois casos chamaram a atenção e somaram prejuízos de aproximadamente R$ 11 mil, afetando inclusive um projeto social localizado na avenida.
Furto em fábrica de esquadrias
No dia 8 de abril, por volta das 15h, um homem foi flagrado por câmeras de monitoramento furtando ferramentas de uma caçamba de veículo estacionado em frente a uma fábrica de esquadrias. O indivíduo, que carregava uma mochila, aproximou-se do carro da empresa, verificou a caçamba e levou caixas de ferramentas, causando um prejuízo superior a R$ 3 mil.
Projeto social é alvo de criminosos
O segundo furto ocorreu na madrugada do dia 29 de abril, em um projeto social voltado ao empreendedorismo juvenil. Câmeras de segurança flagraram um homem e uma mulher carregando objetos como um televisor, após arrombarem o local. Além da TV, foram levados computadores, mouses, um micro-ondas e outros eletrodomésticos. A administração do projeto estima o prejuízo em cerca de R$ 8 mil.
Ricardo de Almeida, presidente do projeto social, suspeita que os ladrões tenham experiência nesse tipo de crime. “Quando cheguei, a porta já estava entreaberta, não foi forçada nem arrebentada. Os criminosos já sabem como abrir a porta e devem fazer isso há muito tempo. Liguei para a polícia e disseram que eu teria que fazer o boletim de ocorrência pela delegacia eletrônica”, relatou Almeida.
O projeto está no endereço há apenas dois meses, enquanto a fábrica de esquadrias funciona há três. Com tantos crimes, os empresários da avenida estão desanimados e em estado de alerta.
Comerciantes se sentem desamparados
Jonatas Tavares, empresário vítima de um dos furtos, contou que ligou para a Polícia Militar e recebeu uma resposta surpreendente: “Se você conseguir achar o rapaz, pode resolver você mesmo”. A orientação das autoridades, no entanto, é sempre registrar um boletim de ocorrência.
O delegado Everson Contelli, da Seccional de Polícia Civil de Rio Preto, explica que os registros são fundamentais para subsidiar o policiamento na região. “Infelizmente, no Brasil, temos um alto índice de ‘cifra oculta’, que são as pessoas que não registram as ocorrências por falta de confiança ou outros motivos. Mas o BO é importantíssimo para identificar não só aquele caso específico, mas também para controle e contenção, pois aquela pessoa possivelmente está praticando outros crimes”, afirmou o delegado.
Os comerciantes esperam que as autoridades intensifiquem o patrulhamento na área para coibir novos delitos e trazer mais segurança à população.



