Mecânico é assassinado a tiros enquanto consertava carro em Queimados, na Baixada Fluminense
Mecânico assassinado durante trabalho em Queimados, Baixada Fluminense

Mecânico é executado com tiro no peito durante serviço em rua de Queimados

Um crime brutal chocou a população de Queimados, na Baixada Fluminense, na tarde de quarta-feira (25). O mecânico Marlon Jefferson, de 37 anos, foi assassinado com um tiro no peito enquanto realizava o conserto de um veículo na Rua Boa Vista, no bairro Vila Alzira.

Detalhes do crime que interrompeu uma vida em plena luz do dia

Testemunhas relataram à polícia que um homem se aproximou de Marlon enquanto ele trabalhava e o chamou para uma conversa. Durante o diálogo, os dois começaram a discutir, e em seguida o suspeito sacou uma arma de fogo e efetuou um disparo contra o mecânico. "A pessoa sacou um revólver, ele correu, atravessou a rua e gritou: 'estão querendo me matar'", contou Angélica Rezende, cunhada da vítima.

Marlon tentou fugir, mas não resistiu ao ferimento e morreu no meio da via pública. Ele ainda segurava a chave de fenda que utilizava no serviço automotivo quando foi atingido. O assassino fugiu do local imediatamente após o crime, deixando a comunidade em estado de choque.

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Família em luto e busca por respostas sobre motivação inexplicável

Parentes e amigos descrevem Marlon como uma pessoa bem-humorada e dedicada ao trabalho. Ele era proprietário de uma oficina mecânica e sustentava a família com seu ofício. "Em momento nenhum ele falou de desavenças, de briga, de problema, a gente não sabe de nada", afirmou Angélica, destacando que a família desconhece qualquer conflito que pudesse levar ao assassinato.

Na manhã de quinta-feira (26), familiares estiveram no Instituto Médico-Legal (IML) para cuidar da liberação do corpo. A dor da perda foi expressa publicamente por uma irmã do mecânico, que postou nas redes sociais: "Que dor. Tiraram você de nós."

Filha de 9 anos aguarda por explicações sobre ausência do pai

Marlon deixa uma esposa e uma filha de nove anos, que segundo relatos está completamente desolada. "Ela está perguntando pelo pai, falando o tempo todo 'cadê meu pai, o que fizeram?'", revelou a cunhada. A família optou por não contar à criança sobre o assassinato, preservando sua inocência diante da brutalidade do crime.

Angélica ainda compartilhou um momento emocionante: "Eles passaram o final de semana juntos, na noite anterior, ele mandou mensagem pra ela dizendo o quanto ele amava ela", mostrando o vínculo afetivo que foi abruptamente rompido.

Investigações em andamento para identificar autor e motivação

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) assumiu as investigações do caso. Os policiais trabalham para identificar o homem que atirou em Marlon Jefferson e descobrir a motivação por trás do crime que parece não ter explicação aparente para aqueles que conheciam a vítima.

O assassinato ocorreu em uma região que historicamente enfrenta desafios de segurança pública, levantando novamente questões sobre a violência urbana que atinge trabalhadores em suas atividades cotidianas. A comunidade aguarda por respostas enquanto lamenta a perda de um profissional respeitado e pai de família.

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