Uma jovem médica de 24 anos foi vítima de grave agressão física durante o atendimento no pronto-socorro municipal de Cássia, no estado de Minas Gerais. O episódio violento ocorreu na tarde da última quinta-feira, 25 de janeiro, e culminou na prisão em flagrante do paciente agressor.
Detalhes do ataque violento no hospital
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, o fato se deu por volta das 15 horas. Um homem de 35 anos foi levado à unidade de saúde desacordado, acompanhado por familiares. Ele apresentava sinais de embriaguez e havia suspeita de ingestão de entorpecentes. Após receber os primeiros cuidados e recuperar a consciência, o paciente iniciou um ataque súbito contra a médica plantonista.
A agressão foi tão grave que o homem chegou a enforcar a profissional de saúde. Enfermeiras que estavam no local intervieram, tentando aplicar uma medicação para conter o agressor e ajudar a colega a se livrar do ataque.
Cena de destruição e ameaças de morte
O quadro de violência se intensificou rapidamente. Segundo o relato policial, o indivíduo não parou na agressão à médica. Ele passou a ameaçar de morte tanto a doutora quanto as enfermeiras que tentavam intervir. Em seguida, direcionou sua fúria para a estrutura física do pronto-socorro.
O homem começou a danificar a recepção da unidade, quebrando vidros, cadeiras, mesas e portas a chutes e socos. Durante esse surto destrutivo, ele mesmo acabou sofrendo ferimentos no braço, na cabeça e no pé.
Intervenção policial e prisão em flagrante
A Polícia Militar foi acionada e conseguiu chegar ao local para conter a situação. Foi necessário o uso de sedativos e algemas para imobilizar o agressor, que continuava oferecendo resistência. Após ser atendido pelos próprios profissionais do hospital para os ferimentos que sofreu, ele foi preso em flagrante.
O paciente agressor foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil na cidade de Passos (MG). Ele responde pelos crimes de dano qualificado, ameaça, vias de fato/agressão e resistência à prisão. As providências legais seguem seu curso normal.
Este caso chocante reacende o debate sobre a segurança dos profissionais de saúde, especialmente daqueles que atuam na linha de frente em prontos-socorros, locais de alta pressão e onde situações envolvendo pacientes em estado alterado são frequentes.