O julgamento dos funcionários acusados de matar o empresário Edson Nascimento Dalto com uma colher de pau foi adiado em Porto Velho. A defesa abandonou a sessão, alegando que não teve tempo suficiente para analisar documentos incluídos no processo. A previsão era de que o júri ocorresse na terça-feira (12) e quarta-feira (13) de maio.
Acusados e investigação
Os principais réus são Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa. Conforme as investigações, Edson Dalto foi assassinado dentro de uma propriedade rural. A acusação indica que ele foi agredido com uma colher de pau e, em seguida, seu corpo foi transportado e jogado em um rio na região de Candeias do Jamari.
Reação do Ministério Público
O promotor de Justiça Marcos Alexandre classificou a atitude da defesa como má-fé. Ele afirmou que os advogados só comunicaram o problema próximo ao julgamento, configurando uma “nulidade de algibeira” – termo usado quando uma parte percebe um erro processual, mas omite para obter vantagem posterior. O promotor destacou que o cancelamento prejudicou a família da vítima, que aguarda justiça, e os próprios réus, que permanecem presos.
Sentimento da família
Sirley Dalto, irmã da vítima, expressou revolta e desejo de condenação dos acusados. “O que a gente quer é a justiça, a sentença, que eles cumpram pelo crime que cometeram. Nada vai trazer meu irmão de volta, mas que ele seja penalizado pela justiça humana. A ansiedade é muito grande”, disse. O adiamento aumentou a angústia da família, que agora aguarda nova data. As filhas e a esposa de Edson estavam preparadas para o julgamento, e uma das filhas passava mal.
Posição da defesa
Os advogados dos acusados alegaram falta de provas essenciais, como gravações de audiências da primeira fase do processo. A defesa sustenta que não teve tempo de analisar os documentos recentemente incluídos.



