A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou, nesta quarta-feira (29), um grupo suspeito de conceder empréstimos ilegais com cobrança de juros abusivos, ameaças e violência no Norte de Minas Gerais. Doze investigados foram indiciados por usura, onze por lavagem de capitais e três por evasão de divisas.
Investigação aponta movimentação de R$ 6,6 milhões
Segundo a PCMG, as investigações, iniciadas em 2024, revelaram uma movimentação financeira suspeita de R$ 6,6 milhões. O grupo tinha como alvos pequenos comerciantes e trabalhadores informais, oferecendo empréstimos sem burocracia, mas com juros que chegavam a 20% em apenas 20 dias, com pagamentos diários.
Violência e intimidação contra inadimplentes
Em caso de atraso, as vítimas sofriam intimidações, constrangimentos e, em alguns casos, agressões físicas. Houve registros de disparos de arma de fogo contra residências de pessoas que estavam inadimplentes. O grupo era estruturado, com divisão de funções e liderança definida, e os cobradores utilizavam cartões de visita para divulgar os empréstimos. O controle das dívidas era feito em cadernos, carimbos e registros eletrônicos.
Grupo já havia sido alvo da operação Huracán
A PCMG informou que o mesmo grupo foi alvo da operação Huracán em 6 de agosto de 2024, quando foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e apreendidos R$ 80 mil em dinheiro. A análise de dados extraídos dos celulares revelou milhares de comprovantes de transferência e registros detalhados de cobranças diárias com juros abusivos. Além disso, foram identificados indícios de ocultação e dissimulação da origem dos valores movimentados, bem como suspeita de envio de recursos ao exterior sem declaração às autoridades.



