A Polícia Federal (PF) concluiu que o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) conquistou “votos e prestígio político” graças a contratos fraudados firmados enquanto estava à frente da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) do Rio de Janeiro. As suspeitas recaem sobre programas de castração de cães e gatos, tema que Queiroz adotou como bandeira política.
Investigação e mandado de busca
Na última terça-feira, Queiroz foi alvo de busca e apreensão autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Seu celular foi apreendido como parte das investigações. A PF destacou que o envolvimento do político com a causa animal, nos últimos anos, decorreu principalmente desses contratos sob suspeita, o que teria gerado capital eleitoral e notoriedade.
Detalhes dos contratos
Os contratos investigados envolvem serviços de castração de animais, supostamente superfaturados ou com irregularidades na execução. A PF aponta que Queiroz utilizou esses recursos para promover sua imagem pública e fortalecer sua base de apoio.
- Objeto dos contratos: castração de cães e gatos.
- Período: durante a gestão de Queiroz na Seapa.
- Irregularidades: suspeitas de fraude e superfaturamento.
A defesa do deputado ainda não se manifestou sobre as acusações. O caso segue sob investigação no STF, que pode determinar novas diligências.



