Padilha critica politização do caso Ypê e defende ação sanitária
Padilha critica politização do caso Ypê e defende ação sanitária

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez um alerta contundente sobre a politização do caso envolvendo a contaminação por bactéria em detergentes e outros produtos da marca Ypê. Em vídeo publicado nas redes sociais, Padilha reforçou que o problema é estritamente sanitário e não deve ser tratado como uma disputa ideológica.

Padilha desmente perseguição política

“Uma bactéria em um detergente não é uma questão de esquerda ou direita. Não importa em quem você votou ou pretende votar. A acusação de perseguição à empresa não faz nenhum sentido”, declarou o ministro. Ele explicou que a inspeção que encontrou irregularidades na fábrica foi realizada por técnicos da Anvisa nacional, em conjunto com a vigilância sanitária do governo do estado de São Paulo — que não é do PT — e da prefeitura de Amparo, que não foi indicada pelo presidente Lula. “Ou seja, ligada a três governos diferentes. E o diretor da Anvisa responsável por essa área que determinou a suspensão foi indicado pelo governo Bolsonaro, inclusive foi secretário do ministro da Saúde do Bolsonaro”, completou.

Bolsonaristas espalham desinformação

A versão de que a Ypê estaria sendo perseguida pelo governo Lula passou a ser disseminada por políticos bolsonaristas, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Ele publicou um vídeo sugerindo que a doação de 1,5 milhão de reais dos donos da Ypê para a campanha de Jair Bolsonaro em 2022 teria motivado a proibição, em benefício da concorrente Minuano, dos irmãos Wesley e Joesley Batista. A narrativa ganhou adeptos, que passaram a fazer sátiras e até a publicar conteúdos bebendo o detergente contaminado.

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Padilha enfatizou a gravidade da situação: “Ninguém está tentando destruir empresa nenhuma. Estamos falando de um risco sério: a bactéria encontrada pode desenvolver resistência a antibióticos. Não dá para arriscar.” Ele orientou os consumidores a não utilizarem, jogarem fora ou beberem os produtos com lote final um, e sim guardá-los em local seguro até a decisão final da Anvisa, que pode obrigar a empresa a recolher e ressarcir os consumidores.

Comparação com negacionismo da pandemia

O ministro também comparou a situação com as posições políticas durante a pandemia de Covid-19, quando bolsonaristas criticavam a vacinação e defendiam medicamentos ineficazes. Ele lembrou que apoiadores de Bolsonaro, como o empresário Luciano Hang, agora minimizam o risco da Ypê, mas antes aplaudiam quem fazia chacota de mortes por falta de oxigênio e espalhava fake news sobre vacinas. “Quem você acha que está preocupado com a sua saúde? Técnicos da Anvisa, da vigilância do estado de São Paulo, da prefeitura de Amparo ou essa turma?”, questionou Padilha.

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