Cliente invade salão com faca em SP após insatisfação com cabelo
O cabeleireiro Eduardo Ferrari, de São Paulo, viveu momentos de pânico ao ser atacado por uma cliente dentro do salão onde trabalha, na Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista. A mulher, identificada como Laís Gabriela Barbosa da Cunha, invadiu o local portando uma faca, alegando insatisfação com o resultado de um procedimento capilar realizado semanas antes.
Em entrevista ao Fantástico, Eduardo afirmou que a situação foi extremamente chocante. “Foi muito chocante para a gente. Eu provavelmente não estaria aqui agora para estar dando essa entrevista para vocês”, disse o profissional, visivelmente abalado.
Agressão foi impedida por funcionários
De acordo com relatos, a agressora só não conseguiu esfaquear Eduardo porque funcionários e um gerente do salão intervieram rapidamente, impedindo o ataque. A Polícia Civil foi acionada e registrou o caso inicialmente como lesão corporal leve, mas informou que a tipificação pode ser revista durante as investigações.
Procedimento e reclamações
Eduardo explicou que o atendimento ocorreu no dia 7 de abril, e na ocasião a cliente não demonstrou qualquer insatisfação. “No dia, ela não demonstrou nenhum tipo de insatisfação, nenhum tipo de problema, inclusive postou foto nas redes sociais, a foto do Instagram dela até antes de ontem era o cabelo”, afirmou.
No entanto, dias depois, a cliente começou a enviar mensagens reclamando do serviço. Em uma delas, afirmou que o cabeleireiro teria cortado seu cabelo sem autorização. O tom das mensagens rapidamente se tornou ameaçador, incluindo ofensas homofóbicas. “Minha vontade era de ir aí e colocar fogo em você”, escreveu Laís.
Ameaças e defesa
A defesa de Eduardo informou que vai pedir a responsabilização da cliente por tentativa de homicídio qualificado e homofobia. Já os advogados da mulher alegaram que ela foi diagnosticada com transtorno psicótico agudo e transitório, e que carregava a faca por medo, após ter sido vítima de um assalto na região.
O caso segue sob investigação, e a polícia analisa se houve tentativa de homicídio. A violência gerada por motivos banais, como um corte de cabelo, tem sido alvo de discussão entre especialistas em segurança pública.



