Bebê recém-nascida é encontrada em lixeira de hospital em Araras; mãe presa
Bebê achada em lixeira de hospital; mãe presa em Araras

Abandono de recém-nascido em Araras choca cidade

Na manhã desta terça-feira (12), uma bebê recém-nascida foi abandonada dentro de uma lixeira no banheiro do Hospital São Leopoldo Mandic, localizado no Jardim Belvedere, em Araras (SP). A mãe, uma mulher de 21 anos, foi presa em flagrante e permanece internada sob custódia. O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) como tentativa de infanticídio.

Como ocorreu o abandono

Segundo o Boletim de Ocorrência, policiais militares foram acionados após a descoberta do recém-nascido em situação de abandono. Uma enfermeira relatou que a suspeita chegou ao hospital buscando atendimento médico, com sintomas compatíveis com gravidez. Chamada para a consulta, ela não compareceu e trancou-se no banheiro por um longo período, recusando-se a abrir a porta. Após insistência, a porta foi aberta e a enfermeira notou grande quantidade de sangue no local. A mulher foi socorrida e levada para atendimento emergencial.

Criança encontrada na lixeira

A equipe de limpeza do hospital foi chamada para higienizar o banheiro e encontrou a recém-nascida dentro da lixeira. A menina foi levada ao médico plantonista, que constatou sinais vitais, mas estado de saúde crítico. Ela foi encaminhada à sala de emergência, onde permanece intubada.

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Declarações da mãe e investigação

A investigada não deu explicações consistentes, limitando-se a afirmar que teria abortado. Ela não realizou acompanhamento pré-natal, e a gestação era estimada entre 30 e 35 semanas. A perícia foi acionada. A mulher não foi ouvida pela Polícia Civil, pois continua internada na Santa Casa de Araras, sob escolta da Polícia Militar.

Posicionamento do hospital

O Hospital São Leopoldo Mandic informou, em nota, que prestou assistência imediata à paciente e ao recém-nascido, seguindo protocolos institucionais. Ambos foram encaminhados à rede pública pelo Samu. A instituição afirmou ter comunicado as autoridades e que, em respeito à LGPD, ao ECA e ao Código de Ética Médica, não fornecerá mais detalhes.

O g1 aguarda retorno da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).

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