TJ-SP mantém condenação por superfaturamento de R$ 10,3 milhões em prédio da Educação de Sorocaba
TJ-SP mantém condenação por superfaturamento em Sorocaba

Tribunal mantém condenação por superfaturamento milionário em compra de prédio público em Sorocaba

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu manter a condenação de cinco pessoas envolvidas em um caso de superfaturamento na aquisição de um imóvel que seria a nova sede da Secretaria de Educação de Sorocaba, no interior paulista. O valor do prédio, localizado no bairro Campolim, foi inflado em impressionantes R$ 10,3 milhões, configurando um grave desvio de recursos públicos.

Redução de penas em segunda instância para todos os condenados

Embora a condenação tenha sido mantida, todos os acusados tiveram suas penas reduzidas pelo tribunal. A lista dos condenados inclui:

  • Areobaldo Negretti, servidor público aposentado da prefeitura
  • Arthur Fonseca Filho, empresário e um dos proprietários do imóvel
  • Renato Machado de Araújo, empresário e outro dono do prédio
  • Fausto Bossolo, ex-secretário de Administração
  • Paulo Henrique Marcelo, ex-secretário de Desenvolvimento

O acórdão com as decisões finais ainda aguarda publicação oficial. Após esse trâmite, caberá ao desembargador responsável determinar se os condenados devem começar a cumprir as penas imediatamente ou se haverá possibilidade de novos recursos.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Detalhes das penas aplicadas aos envolvidos

As reduções nas sentenças foram significativas para todos os condenados. Confira a comparação entre as penas de primeira e segunda instância:

  1. Areobaldo Negretti: pena inicial de 6 anos e 5 meses foi reduzida para 3 anos e 10 meses por crimes de corrupção e peculato
  2. Arthur Fonseca Filho: condenação de 8 anos em regime fechado diminuiu para 5 anos em regime semiaberto por peculato
  3. Renato Machado de Araújo: sentença de 10 anos em regime fechado foi reduzida para 6 anos em regime semiaberto por peculato
  4. Fausto Bossolo: pena de 23 anos em regime fechado caiu para 14 anos em regime fechado por corrupção e peculato
  5. Paulo Henrique Marcelo: condenação de 10 anos em regime fechado foi diminuída para 6 anos em regime semiaberto por peculato

Recursos e posicionamento das defesas

Os advogados representando os empresários Arthur Fonseca Filho e Renato Machado de Araújo já anunciaram que vão recorrer da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. As defesas dos outros três condenados ainda não se manifestaram oficialmente até o momento da publicação desta reportagem.

Contexto do caso de superfaturamento milionário

De acordo com investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a negociação para compra do prédio ocorreu entre outubro e novembro de 2021. As apurações revelaram que servidores públicos da prefeitura combinaram o pagamento de R$ 10,3 milhões a mais pelo imóvel localizado no Campolim.

O valor de mercado real do prédio era estimado em R$ 19,5 milhões, mas a prefeitura efetuou o pagamento total de R$ 29,3 milhões. Durante as investigações, a Justiça determinou o bloqueio dos R$ 10,3 milhões referentes à diferença superfaturada.

Um detalhe alarmante do caso envolve um engenheiro da prefeitura que teria recebido R$ 20 mil para fraudar o laudo de avaliação do imóvel, artificialmente inflando seu valor para justificar o pagamento excessivo pelos cofres públicos.

O caso representa um dos mais significativos escândalos de corrupção envolvendo o poder público municipal na região de Sorocaba, com desvios que prejudicam diretamente os serviços educacionais oferecidos à população.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar