Escândalo no STJ: ministro é denunciado por assédio sexual em praia catarinense
Um caso grave de assédio sexual abalou o Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi sendo formalmente acusado por uma jovem de 18 anos. O episódio teria ocorrido durante férias na casa do magistrado, localizada na Praia do Estaleiro, em Santa Catarina, no início de janeiro de 2026.
Detalhes da denúncia e investigações em andamento
Segundo o relato policial, a vítima, filha de uma advogada que atua no STJ, viajou com a família a convite de Buzzi para passar um período de descanso. No dia 9 de janeiro, por volta das 11h30, enquanto estavam na praia, o ministro teria iniciado investidas inadequadas quando os dois estavam no mar, em uma área afastada do condomínio.
A jovem descreveu que Buzzi a puxou pelo braço, pressionou seu quadril contra ele e fez comentários inapropriados, além de tocar suas nádegas. Após o ocorrido, ela relatou o episódio aos pais, que deixaram a residência imediatamente. Desde então, a estudante sofre com insônia e pesadelos constantes, conforme declarou à polícia.
Repercussão no STJ e ações judiciais
Após a revelação do caso pela revista VEJA, o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, convocou uma sessão extraordinária com todos os ministros para tratar da denúncia. Buzzi esteve presente em parte da reunião, onde negou as acusações, alegando que a praia estava cheia e que não cometeu qualquer ato impróprio. No entanto, ele se afastou dos trabalhos no tribunal, atendendo ao desejo da maioria dos colegas.
A Corte abriu uma sindicância e sorteou três ministros – Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira – para investigar o caso e decidir sobre uma possível punição, que pode incluir aposentadoria compulsória. Paralelamente, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também estão apurando o fato, com processos em andamento sob a responsabilidade do ministro Nunes Marques e do corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell, respectivamente.
Trajetória do ministro e posicionamentos das partes
Marco Aurélio Buzzi, natural de Santa Catarina e com 68 anos, construiu toda sua carreira no Judiciário, atuando como juiz e desembargador no Tribunal de Justiça de Santa Catarina antes de ser indicado ao STJ pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2011. Em nota, ele afirmou ter sido surpreendido pelas acusações e repudiou qualquer ilação de conduta imprópria.
Já a defesa da jovem enfatizou a importância de preservar a vítima e sua família, aguardando rigor nas apurações e um desfecho adequado perante os órgãos competentes. O caso destaca questões sensíveis sobre poder, confiança e a responsabilidade de autoridades públicas, gerando ampla discussão no meio jurídico e na sociedade.



