Prefeitura do Rio demite Monique Medeiros, ré no caso Henry Borel, após processo administrativo disciplinar
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), determinou a demissão de Monique Medeiros nesta quarta-feira, 25 de março de 2026. A decisão foi tomada após um processo administrativo disciplinar (PAD) avaliar a conduta da professora, que é ré pela morte do filho, Henry Borel, de apenas 4 anos. Com a medida, ela perde o cargo de professora na rede municipal e deixa de ser servidora pública.
Processo administrativo culmina em demissão após anos de afastamentos
Monique Medeiros vinha recebendo salários como servidora municipal mesmo após a morte do menino, ocorrida há cinco anos. O crime aconteceu em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, onde Henry apresentava sinais de agressão. Desde então, a docente passou por uma série de afastamentos e retornos administrativos, até que o PAD votou pela sua demissão definitiva.
O caso ganhou notoriedade nacional, com Henry chegando a relatar à babá que estava sendo maltratado. A demissão marca um capítulo significativo na trajetória administrativa de Monique, que agora enfrenta as consequências legais e profissionais de suas ações.
Julgamento do caso Henry Borel é adiado para maio
No início desta semana, o julgamento do caso Henry Borel foi adiado para 25 de maio, após uma manobra da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, padrasto da criança. Os advogados deixaram o plenário quando a juíza Elizabeth Louro negou um pedido de adiamento, impossibilitando a continuidade da sessão e levando ao seu remarcamento.
Com a postergação, Monique Medeiros obteve o relaxamento da prisão e aguardará o julgamento em liberdade. Este adiamento adiciona mais um reviravolta a um caso que já dura cinco anos, mantendo a atenção pública sobre os desdobramentos judiciais.
Impactos na rede municipal de educação e na opinião pública
A demissão de Monique Medeiros levanta questões sobre a gestão de servidores públicos envolvidos em processos criminais. A Prefeitura do Rio demonstrou, com esta ação, uma postura firme em relação à conduta de seus funcionários, especialmente em casos de alta gravidade como este.
A sociedade carioca e brasileira acompanha atentamente os desdobramentos, esperando que a justiça seja feita para Henry Borel. O caso continua a ser um exemplo trágico de violência infantil, destacando a importância de mecanismos de proteção e responsabilização.



