PF intimou presidente da Unafisco após críticas à operação sobre vazamento de dados de ministros do STF
PF intimou presidente da Unafisco após críticas à operação do STF

Polícia Federal intimou presidente da Unafisco após críticas à operação sobre vazamento de dados de ministros do STF

A Polícia Federal (PF) intimou o presidente da Unafisco Nacional, Kleber Cabral, a prestar depoimento em um procedimento sigiloso. A medida ocorreu após críticas públicas de Cabral à operação que investiga o vazamento de dados de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus parentes, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Contexto das críticas e preocupações da entidade

Na terça-feira, após a operação, a Unafisco divulgou uma nota oficial manifestando "preocupação com a adoção de medidas cautelares gravosas contra Auditor-Fiscal em contexto ainda classificado como análise preliminar pela própria Receita Federal". A entidade, que representa servidores da Receita Federal, destacou que as medidas foram tomadas em uma fase inicial da investigação, levantando questões sobre a proporcionalidade das ações.

Em entrevista ao programa Ponto de Vista, da revista VEJA, Kleber Cabral confirmou que um auditor buscou o nome de um parente de um ministro do STF, mas enfatizou que não houve acesso aos dados fiscais. Segundo ele, o sistema de controle interno da Receita Federal impediu o avanço da consulta, evitando qualquer quebra de sigilo.

Detalhes do depoimento e alegações de Cabral

O depoimento de Cabral está marcado para sexta-feira, em um procedimento sigiloso conduzido pela Polícia Federal. Ele argumentou que, apesar do acesso inicial, não houve violação de informações econômico-financeiras, reforçando a eficácia dos mecanismos de segurança da Receita.

Principais pontos da entrevista de Cabral:

  • Confirmação de que um auditor tentou acessar dados de um parente de ministro do STF.
  • Afirmação de que o sistema de controle interno bloqueou o acesso antes de qualquer vazamento.
  • Ênfase na ausência de quebra de sigilo de dados sensíveis.

Este caso destaca tensões entre entidades representativas de servidores públicos e operações judiciais, levantando debates sobre transparência e direitos dos investigados em processos de alta complexidade.