Bolsonaro internado em UTI com broncopneumonia bilateral; STF autoriza visitas familiares
Bolsonaro na UTI com broncopneumonia; STF permite visitas

Ex-presidente Jair Bolsonaro é internado em UTI com broncopneumonia bilateral em Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro encontra-se internado na unidade de terapia intensiva do Hospital DF Star, localizado em Brasília, diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. A internação ocorreu na manhã desta sexta-feira, 13 de março de 2026, após o ex-mandatário apresentar um quadro clínico grave, incluindo febre alta, queda significativa na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios.

Detenção e condição de saúde

Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses no Complexo Penitenciário da Papuda por crimes relacionados a tentativa de golpe de Estado, foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Exames de imagem e laboratoriais confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bilateral, levando à sua transferência imediata para a UTI. Atualmente, ele recebe tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo, sob supervisão de uma equipe médica especializada.

Decisão do Supremo Tribunal Federal sobre visitas e segurança

O ministro Alexandre de Morais, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a presença da esposa de Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, como acompanhante durante a internação. Além disso, permitiu visitas dos filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura e da enteada Letícia. A decisão incluiu medidas de segurança rigorosas, com vigilância providenciada pelo Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Policiais ficarão de prontidão 24 horas por dia, com dois agentes posicionados na porta do quarto e equipes adicionais dentro e fora do hospital. O ministro também proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, exceto equipamentos médicos, na unidade onde Bolsonaro está internado.

Críticas às condições de encarceramento e apelo por prisão domiciliar

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um dos filhos do ex-presidente, foi quem divulgou inicialmente a informação sobre a internação em suas redes sociais, posteriormente confirmada pela Polícia Militar do Distrito Federal. Após visitar o pai na UTI, Flávio Bolsonaro expressou preocupação com o estado de saúde, relatando que os médicos indicaram ser a pior internação em termos de quantidade de líquido nos pulmões.

O senador criticou as condições de encarceramento na Papudinha, argumentando que poderiam agravar o quadro clínico do ex-presidente. Ele fez um apelo público para que a Justiça conceda prisão domiciliar humanitária, alegando que o ambiente prisional impede os cuidados médicos necessários e que a família poderia fornecer acompanhamento permanente com profissionais de enfermagem.

Contexto médico e implicações legais

A broncopneumonia bilateral representa uma condição séria, especialmente em pacientes com histórico de problemas de saúde. A equipe médica responsável pelo caso inclui o cardiologista Dr. Brasil Caiado, o coordenador da UTI Geral, Dr. Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, e o diretor-geral do hospital, Dr. Allisson B. Barcelos Borges. A internação ocorre em um momento delicado, com o ex-presidente enfrentando processos judiciais e debates sobre seus direitos enquanto preso.

A situação destaca questões sobre a saúde de detentos de alto perfil e as medidas de segurança implementadas pelo sistema judiciário. A decisão do STF reflete um equilíbrio entre necessidades médicas e requisitos legais, enquanto a família continua a pressionar por mudanças nas condições de custódia.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar