Sargento da PM do RN morre após ser baleado na cabeça em confronto em 2024
Sargento da PM do RN morre após ser baleado na cabeça em 2024

O sargento Valmy Ezelino Dantas, de 46 anos, faleceu nesta terça-feira (17) no Rio Grande do Norte, após enfrentar graves sequelas decorrentes de um tiro na cabeça sofrido durante um confronto policial em novembro de 2024. A morte do militar foi confirmada pela Polícia Militar do estado, que emitiu uma nota oficial de pesar e solidariedade à família do servidor.

Detalhes do confronto que levou ao ferimento do sargento

O incidente ocorreu no dia 27 de novembro de 2024, na cidade de Jardim de Piranhas, quando a equipe do Grupo Tático Operacional, da qual Valmy fazia parte, realizava um patrulhamento de rotina. Durante a ação, os policiais avistaram um homem em uma motocicleta com um volume suspeito na cintura e ordenaram a parada do veículo.

O suspeito não acatou a ordem, iniciando uma perseguição que culminou com ele desembarcando da moto e efetuando disparos contra a viatura policial. Um dos tiros atingiu o colete balístico do motorista, enquanto outro acertou a cabeça do sargento Valmy. Os policiais revidaram, resultando na morte do criminoso no local.

Trajetória do militar e reações à sua morte

Natural de Caicó, Valmy Ezelino Dantas integrava a Polícia Militar do Rio Grande do Norte desde o ano de 2001, dedicando mais de duas décadas ao serviço público. Sua atuação no Grupo Tático Operacional de Jardim de Piranhas era marcada pelo compromisso com a segurança da população local.

Em resposta ao falecimento, a Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do Seridó também emitiu uma nota de pesar e anunciou o cancelamento do bloco carnavalesco Camburão da Alegria, que estava programado para sair nesta quarta-feira (18) em Caicó. A decisão reflete o luto e respeito pela memória do sargento.

Até o momento, a Polícia Militar e a associação não divulgaram informações sobre a data e o local do velório e sepultamento, mantendo a privacidade da família durante este período difícil. O caso reforça os riscos enfrentados pelos profissionais de segurança pública no exercício de suas funções, especialmente em um contexto onde o Rio Grande do Norte registrou aumento no número de homicídios em 2025.