Policial penal é preso após disparar contra carro próprio em Santarém, Pará
Policial penal preso por disparar contra carro em Santarém

Policial penal é preso após efetuar disparos contra carro próprio em Santarém

Um policial penal foi preso em flagrante na terça-feira (17) de Carnaval, após realizar disparos de arma de fogo contra o carro que pertence a ele e à sua esposa, em Santarém, localizada no oeste do estado do Pará. O agente foi autuado, pagou fiança e agora responderá ao processo em liberdade, conforme informações confirmadas pelo delegado William Richer, responsável pelo procedimento.

Delegado esclarece que não houve tentativa de feminicídio

O caso foi registrado oficialmente como disparo de arma de fogo, e o delegado William Richer enfatizou que não houve tentativa de feminicídio. Isso porque a mulher não estava dentro do veículo no momento dos tiros, nem se encontrava na residência onde o carro estava estacionado. Ela estava, na verdade, na casa de um amigo durante o incidente.

"É importante deixar claro que não houve tentativa de feminicídio, até porque a vítima não estava no veículo e nem na residência. O procedimento realizado foi referente ao disparo de arma de fogo", explicou o delegado, destacando a natureza específica da ocorrência.

Discussão em festa precedeu os disparos

Conforme apurações da Polícia Civil, o casal havia participado de uma festa quando iniciou uma discussão. A mulher deixou o evento antes do companheiro, e, segundo depoimentos colhidos, o desentendimento teria se agravado após esse episódio. Em seu depoimento, o policial penal afirmou que efetuou os disparos porque havia pertences dele dentro do veículo.

Tanto ele quanto a esposa confirmaram que houve discussão, mas a mulher não relatou agressão física no momento do fato. Apesar disso, ela solicitou medida protetiva, alegando episódios anteriores de conflitos e supostas ameaças, que ainda serão apuradas no inquérito policial.

Fiança paga e investigações em andamento

Após a prisão em flagrante, foi arbitrada uma fiança, que foi paga pelo policial penal, garantindo assim sua liberdade provisória. O delegado informou que a fiança é um procedimento previsto em lei para casos como este. Eventuais apurações administrativas sobre a conduta do servidor público devem ser realizadas pelo órgão competente.

A arma utilizada no incidente foi apreendida e encaminhada para perícia. Também foi solicitada perícia no local do crime e no veículo atingido. A Polícia Civil aguarda os laudos para concluir o inquérito. O pedido de medida protetiva foi encaminhado ao Judiciário, e a decisão ainda está pendente.

Este caso ocorre em um contexto mais amplo de violência contra mulheres, onde medidas protetivas são frequentemente solicitadas para garantir a segurança das vítimas. As investigações continuam para apurar todos os detalhes, incluindo as alegações de conflitos anteriores e possíveis ameaças.