Policiais civis usam fantasias de personagens populares para combater crimes no carnaval
Durante as festividades carnavalescas deste ano, policiais civis de diferentes estados brasileiros adotaram uma estratégia criativa e eficaz para combater a criminalidade: infiltraram-se em blocos e festas populares vestidos com fantasias de personagens conhecidos da cultura pop. A tática permitiu que os agentes se misturassem à multidão sem levantar suspeitas, facilitando a abordagem de criminosos em flagrante.
Turma do Scooby-Doo e Caça-Fantasmas em ação em São Paulo
Na capital paulista, policiais civis caracterizados como personagens do desenho Scooby-Doo prenderam três suspeitos de furtar celulares durante um bloco na região da República. Os agentes, fantasiados como Scooby e Daphne, monitoraram a ação do trio – duas mulheres e um homem – que se aproveitava da aglomeração para subtrair aparelhos de foliões. Após a abordagem, foram encontrados oito celulares dentro de uma pochete usada por uma das suspeitas.
Em outra operação no pré-carnaval de São Paulo, uma equipe infiltrada vestida como personagens do filme Os Caça-Fantasmas prendeu mais três indivíduos suspeitos de furtos na região da Consolação. Paralelamente, um homem procurado pela Justiça foi identificado ao tentar entrar no Sambódromo do Anhembi através das câmeras do programa Muralha Paulista.
Rio de Janeiro: drone e fantasias de Casa de Papel e super-heróis
No Rio de Janeiro, policiais civis disfarçados em um bloco de Santa Teresa utilizaram fantasias de personagens da série Casa de Papel, do vilão Jason (de Sexta-feira 13) e do super-herói Capitão América. Com apoio de monitoramento aéreo por drone, agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial flagraram uma mulher arrancando um celular da mão de uma vítima e repassando o aparelho a um comparsa.
A dupla foi presa em flagrante com cinco celulares furtados. De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos somam 29 anotações criminais, a maioria por furto. A mulher, de 46 anos, já havia sido presa oito vezes e integrava uma quadrilha familiar especializada nesse tipo de crime. A ação faz parte da Operação Rastreio, que já apreendeu mais de 13 mil aparelhos e devolveu cerca de 4,4 mil aos proprietários.
Ceará: disfarce de folião para cumprir mandado por homicídio
No estado do Ceará, a estratégia do disfarce também foi empregada, mas com um objetivo diferente: cumprir um mandado por crime violento. Em Barbalha, no Cariri, policiais civis vestidos como foliões prenderam um homem suspeito de homicídio durante uma festa de carnaval. O indivíduo tinha mandado de prisão preventiva em aberto por matar um homem no bairro Malvinas em novembro do ano passado e foi identificado pelos agentes da Delegacia de Barbalha em meio ao evento.
Estratégia eficaz para atuar em meio à multidão
As ocorrências registradas em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará demonstram a adoção de uma tática semelhante e bem-sucedida: policiais caracterizados como personagens populares ou como foliões comuns para circular discretamente e agir no momento exato do crime. Nos casos de furtos de celular, os criminosos costumam se aproveitar da aglomeração típica dos blocos, utilizando técnicas como distração, arrastão ou repasse rápido do aparelho para comparsas.
Já no Ceará, o ambiente festivo foi aproveitado para localizar e prender um suspeito que circulava livremente na festa. As polícias civis orientam que vítimas de furto registrem boletim de ocorrência, presencialmente ou pela delegacia eletrônica, e informem, sempre que possível, o número do IMEI do aparelho para facilitar a identificação e eventual devolução.
Essas operações destacam a importância de estratégias inovadoras no combate à criminalidade durante grandes eventos, garantindo maior segurança para os foliões e resultados positivos para as forças policiais.