Operação conjunta prende bicheiro Adilsinho, chefe do jogo do bicho e do contrabando de cigarros
PF e Polícia Civil do Rio prendem bicheiro Adilsinho em Cabo Frio

Operação integrada prende bicheiro Adilsinho no Rio de Janeiro

Nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, uma ação conjunta da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal (Ficco/RJ) e da Polícia Civil do estado (PCERJ) resultou na prisão do banqueiro do jogo do bicho Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. A operação, que contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF), ocorreu na casa do bicheiro em Cabo Frio, na Região dos Lagos, após um extenso trabalho de inteligência, análise de dados e monitoramento.

Perfil criminoso e acusações graves

Adilsinho não é apenas uma figura de destaque na cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro. Ele é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado, uma atividade que, segundo a Polícia Civil, está ligada a organizações armadas com atuação transnacional, marcada pela imposição de violência e domínio territorial. Além disso, o bicheiro estava foragido da Justiça Federal e era procurado pela Justiça estadual, sendo também apontado como mandante de homicídios.

A prisão foi possível graças a um trabalho aprofundado desenvolvido no âmbito da Ficco/RJ, que incluiu o suporte do Serviço Aeropolicial para garantir segurança e eficiência no cumprimento do mandado. A ação visa desmantelar uma organização criminosa armada e transnacional, especializada no comércio ilegal de cigarros por meio do domínio de regiões e da imposição de violência e medo, conforme destacou a Polícia Federal em comunicado.

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Declarações oficiais e impacto da operação

O secretário de estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, enfatizou a importância do trabalho integrado e da inteligência policial. "Essa prisão mostra que inteligência e integração dão resultado", afirmou Curi. "A Polícia Civil, dentro da Ficco, atua de forma cirúrgica para atingir o topo das organizações criminosas, enfraquecer o poder econômico do crime e proteger a população. O Rio de Janeiro não será território seguro para o crime organizado", completou o secretário na nota divulgada pela PCERJ.

Após a prisão, Adilsinho foi levado para a Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro para as formalidades legais e, posteriormente, será encaminhado ao sistema prisional do estado. A Ficco/RJ é uma força-tarefa permanente que reúne a Polícia Civil e a Polícia Federal, focada na desarticulação de organizações criminosas estruturadas por meio de ações integradas de inteligência e repressão qualificada.

Esta operação representa um golpe significativo contra o crime organizado no estado, destacando a eficácia das estratégias de colaboração entre as agências policiais. A prisão de Adilsinho não só interrompe suas atividades ilícitas, mas também envia uma mensagem clara sobre o compromisso das autoridades em combater redes criminosas complexas e violentas.

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