Operação Purgare da PF cumpre 26 mandados e bloqueia R$ 108 milhões em investigação de tráfico
PF cumpre 26 mandados em operação contra tráfico e lavagem de dinheiro

Operação Purgare da Polícia Federal desarticula esquema de tráfico interestadual e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal do Acre (PF-AC) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), uma operação de grande porte que resultou no cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e 19 ordens de busca e apreensão. A ação, batizada de Operação Purgare, tem como alvo um grupo investigado por suspeitas de envolvimento em tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Mandados judiciais são executados em cinco cidades de diferentes estados

As determinações judiciais, expedidas pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco, estão sendo cumpridas em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, além de outras três cidades em diferentes regiões do país:

  • Santarém, no estado do Pará
  • Maceió, capital de Alagoas
  • Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Minas Gerais

A Justiça também determinou medidas cautelares de grande impacto financeiro, incluindo:

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  1. Sequestro de três imóveis pertencentes aos investigados
  2. Apreensão de 14 veículos utilizados no esquema criminoso
  3. Bloqueio de valores que podem chegar ao limite de R$ 108 milhões

Esquema movimentava cocaína para Nordeste e Sudeste com lavagem sofisticada

De acordo com as investigações da Polícia Federal, o grupo criminoso era responsável pelo envio regular de cargas de entorpecentes, com destaque para a cocaína, destinadas a estados das regiões Nordeste e Sudeste do Brasil. Durante as apurações, os agentes federais já conseguiram apreender um carregamento de 60 quilos da droga, que foi atribuído diretamente à organização.

Além do tráfico de drogas, os investigados mantinham um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, com movimentação financeira estimada em mais de R$ 108 milhões. Para ocultar a origem ilícita dos recursos, os criminosos utilizavam pessoas físicas e jurídicas como intermediárias, realizando intensa movimentação pelo sistema financeiro nacional com o objetivo de dar aparência de legalidade aos valores obtidos com o tráfico.

A operação representa um significativo golpe nas atividades da organização criminosa, que atuava em múltiplos estados brasileiros com operações coordenadas de distribuição de drogas e ocultação de ganhos ilícitos. As investigações continuam em andamento para identificar todos os envolvidos e desarticular completamente a rede criminosa.

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