Operação 'Prenda-me se for Capaz' resulta em prisões por obstrução de investigações criminais
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu três indivíduos suspeitos de integrar uma associação criminosa especializada em impedir e obstruir investigações contra organizações criminosas em Minas Gerais. Entre os detidos estão um advogado e um policial militar, enquanto um ex-prefeito do município de Chácara teve mandado de prisão expedido e é considerado foragido pelas autoridades.
Detalhes da operação e mandados cumpridos
A operação, batizada de 'Prenda-me se for Capaz', foi executada na última segunda-feira (9) e divulgada oficialmente pelo Ministério Público de Minas Gerais nesta quarta-feira. Além das prisões, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Juiz de Fora e Chácara, direcionados contra cinco denunciados envolvidos no esquema criminoso.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelas autoridades, mantendo sigilo processual durante as investigações em andamento. A ação contou com a participação integrada de policiais civis, militares e penais que compõem o Gaeco, além de efetivos do Grupo Especializado em Recobrimento (GER) da Polícia Militar.
Monitoramento policial e obstrução sistemática
Conforme denúncia do Ministério Público, a associação criminosa atuava de forma profissional e reiterada para sabotar investigações. A primeira fase da operação ocorreu em fevereiro de 2025, revelando evidências concretas de que os acusados monitoravam atividades policiais através de vazamento de informações sigilosas.
"Para impedir qualquer prejuízo aos negócios ilícitos, os denunciados buscavam desestimular as atividades policiais por meio de imputações sabidamente falsas quanto à conduta e o comportamento de policiais honestos", destacou o MP em comunicado oficial. O juiz responsável pelo caso acatou integralmente o pedido do Ministério Público, determinando a prisão de quatro acusados e autorizando os mandados de busca em endereços vinculados aos investigados.
Contexto investigativo e próximos passos
Esta operação representa mais um capítulo no combate à corrupção e obstrução da justiça em Minas Gerais. As investigações continuam em andamento para identificar possíveis conexões com outras organizações criminosas e apurar a extensão completa das atividades ilícitas.
As autoridades reforçam que medidas rigorosas serão mantidas contra qualquer tentativa de interferência no trabalho policial e no sistema de justiça criminal. A população é orientada a colaborar com informações relevantes através dos canais oficiais de denúncia.



