A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou uma operação de grande porte nesta terça-feira, 7 de maio, para desarticular um sofisticado esquema criminoso envolvendo tráfico de drogas e homicídios qualificados. A ação, batizada de "Operação Princesa", teve como alvo uma organização hierarquizada chefiada por uma integrante de facção conhecida pelo apelido de "Princesa", que mesmo presa continuava a emitir ordens para a prática de crimes.
Mandados cumpridos em quatro municípios
Os policiais cumpriram simultaneamente quatro mandados de prisão preventiva e dezessete mandados de busca e apreensão nos municípios de Cáceres, Cuiabá, Rondonópolis e Nova Mutum. As identidades dos alvos não foram divulgadas pelas autoridades para preservar as investigações em andamento.
Liderança atuando de dentro do sistema prisional
Segundo informações da delegacia responsável pelo caso, a chefe do grupo criminoso está detida na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, localizada em Cuiabá. De dentro da unidade prisional, ela mantinha contato frequente com outros membros da organização e continuava a coordenar atividades ilícitas.
A suspeita já havia sido presa anteriormente por homicídio qualificado, mas isso não impediu que seguisse determinando execuções de integrantes de uma facção rival e gerenciando o tráfico de drogas na região de Cáceres. Sua capacidade de comando mesmo encarcerada demonstra a complexidade do esquema criminoso.
Estrutura hierarquizada com funções bem definidas
As investigações, que se estenderam por vários meses, revelaram que o grupo possui uma estrutura organizacional bem definida, com divisão clara de tarefas entre os integrantes. A organização criminosa envolve pelo menos 28 pessoas que atuavam em diferentes funções especializadas.
Entre os papéis identificados pela polícia estão:
- Armeiros: responsáveis pelo fornecimento de armas e munições para o grupo
- Executores: encarregados de realizar homicídios sob ordens diretas da liderança
- Operadores logísticos: gerenciam o transporte e distribuição de drogas e armamentos
- Especialistas em roubo de veículos: fornecem carros para atender às necessidades da organização
Atuação em disputas territoriais entre facções
De acordo com as autoridades policiais, o grupo criminoso atuava principalmente no tráfico de drogas e na prática de homicídios qualificados, muitas vezes em meio a violentas disputas territoriais com uma facção rival. A organização demonstrava alto grau de profissionalização em suas atividades ilícitas.
A operação representa um duro golpe contra o crime organizado em Mato Grosso, especialmente considerando a capacidade da liderança de continuar comandando atividades criminosas mesmo estando presa. As investigações continuam para identificar possíveis conexões com outras organizações criminosas e desarticular completamente a estrutura remanescente.



