Bicheiro Adilsinho é preso após mais de duas décadas foragido em operação integrada no Rio de Janeiro
O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi preso na manhã desta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, em uma mansão localizada em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Foragido por mais de vinte anos, o criminoso era alvo de cinco mandados de prisão – quatro por homicídio e um por organização criminosa.
Estratégias de fuga e monitoramento policial
Em uma operação que contou com a ação integrada da Polícia Civil e Federal, Adilsinho foi capturado depois de ser monitorado por cerca de dois meses. Segundo as investigações, a estratégia usada pelo bicheiro para não ser localizado pelas autoridades consistia em:
- Estadias de curto prazo em casas alugadas em diferentes regiões do Rio de Janeiro e até mesmo do Brasil.
- Viagens frequentes para cidades que fazem fronteira com outros países da América do Sul.
Com essas táticas, ele conseguia não apenas fugir das autoridades, mas também expandir seu negócio ilegal de venda de cigarros falsificados, atividade que possui conexões com organizações armadas e atuação transnacional.
Operação policial e envolvimento de agentes
A ação contou com a atuação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ) e com o apoio do Serviço Aeropolicial. Durante a operação, um policial militar que estava na hospedagem de Adilsinho em Cabo Frio também foi preso, evidenciando a infiltração de agentes na equipe de segurança do criminoso.
Esta foi a terceira tentativa de prisão do contraventor, destacando a complexidade e persistência das investigações. Além da exploração do jogo ilegal e do contrabando de cigarros, a polícia já havia desarticulado três fábricas clandestinas ligadas a ele, onde mais de 20 paraguaios foram encontrados trabalhando em condições análogas à escravidão na Baixada Fluminense.
Perfil criminoso e atividades ilícitas
Integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro, Adilsinho é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado. Suas atividades são marcadas pela imposição de violência e domínio territorial, com ramificações que ultrapassam as fronteiras nacionais.
Após a captura, Adilsinho foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro e, posteriormente, será transferido ao sistema prisional do estado, onde responderá pelos crimes de homicídio e organização criminosa.



