Três pessoas são presas em Salvador por venda irregular de abadás e produtos importados
A Polícia Civil da Bahia conduziu três indivíduos à delegacia na terça-feira (10), em Salvador, após ações de inteligência que identificaram a comercialização irregular de abadás e a venda de produtos importados sem autorização. As diligências foram realizadas no âmbito da Operação Abadá, uma iniciativa que visa reprimir atividades ilícitas durante o período carnavalesco.
Apreensões e detalhes das ocorrências
No total, 151 abadás de blocos e camarotes foram recolhidos pelas autoridades, sob suspeita de comércio clandestino. A procedência do material está sob análise minuciosa para determinar sua legalidade. O primeiro suspeito conduzido foi flagrado com abadás de camarotes sem comprovação de origem, um abadá de bloco, um aparelho celular e caixas de canetas emagrecedoras do tipo tirzepatida, importadas do Paraguai sem autorização sanitária.
Ele foi autuado em flagrante por comercialização de produto medicinal irregular e suspeita de receptação, enfrentando medidas legais imediatas. O segundo indivíduo foi surpreendido com dezenas de abadás armazenados em um veículo, após verificação junto a camarotes e pontos oficiais de venda. A Polícia Civil iniciou diligências para apurar a origem dos produtos, que também foram apreendidos.
O homem foi levado à unidade policial para adoção das medidas cabíveis e, até o momento, responde ao inquérito em liberdade, aguardando desdobramentos processuais. Já o terceiro suspeito estava em posse de abadás sem origem comprovada, aparelhos celulares importados sem nota fiscal e canetas emagrecedoras trazidas do Paraguai sem autorização da Vigilância Sanitária.
Autuações e consequências legais
Ele foi autuado em flagrante por comercialização ilegal de medicamentos, um crime que pode acarretar penas severas. Durante a ocorrência, o homem apresentou mal-estar, foi encaminhado a uma unidade de saúde e, após atendimento médico, permaneceu preso, sob custódia das autoridades.
A Operação Abadá é realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), e seguirá em vigor até o fim do Carnaval. A ação tem como objetivos principais:
- Reprimir o comércio clandestino de abadás
- Combater fraudes contra consumidores
- Coibir a circulação de produtos irregulares na capital baiana
Essa iniciativa reforça o compromisso das forças de segurança em garantir a legalidade e a segurança durante as festividades, protegendo os direitos dos cidadãos e mantendo a ordem pública. A operação conta com o apoio de cerca de 700 policiais militares e civis, demonstrando um esforço coordenado para enfrentar desafios logísticos e criminais no Carnaval de Salvador.



