Três detentos fogem de presídio no Maranhão usando lençóis como cordas
Três detentos fogem de presídio no Maranhão com lençóis

Três detentos fogem de presídio no Maranhão usando lençóis como cordas

Três detentos conseguiram fugir da Unidade Prisional de Ressocialização de Imperatriz (UPRI), localizada no sul do Maranhão, durante a madrugada de domingo (15). A evasão, no entanto, só foi confirmada pelas autoridades dois dias após o ocorrido, levantando questões sobre os procedimentos de segurança na instituição carcerária.

Método de fuga improvisado com lençóis

De acordo com informações preliminares obtidas pelas forças de segurança, os presos utilizaram cordas improvisadas feitas com lençóis — conhecidas no meio prisional como “teresa” — para descer por uma guarita desativada do prédio e, assim, conseguir escapar da unidade. Esse método rudimentar, mas eficaz, expõe falhas na vigilância e na manutenção das instalações.

Identificação dos fugitivos e histórico criminal

Os fugitivos, identificados como integrantes de uma facção criminosa, são:

  • Marcos Vinicius Barros de Carvalho: responde pelos crimes de receptação, associação criminosa, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.
  • Marcos Gomes da Silva: possui três passagens anteriores por roubo.
  • Bruno Passos Nascimento: tem três passagens por roubo e uma por uso de drogas.

Dois dos detentos são naturais de Açailândia, enquanto o terceiro é de Imperatriz, o que pode indicar ligações locais que facilitem a fuga ou o esconderijo.

Operação de busca e recaptura em andamento

O Tenente Coronel Emerson, do Comando de Policiamento de Área do Interior 3, informou que equipes de patrulhamento diário e o setor de inteligência da Polícia Militar do Maranhão estão mobilizados na região. O objetivo é localizar e recapturar os detentos o mais rápido possível, intensificando as buscas em áreas urbanas e rurais próximas.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap-MA), responsável pela gestão do presídio, foi procurada para comentar o caso, mas ainda não se manifestou oficialmente. A falta de uma declaração imediata gera preocupação sobre a transparência e a eficiência na resposta a incidentes desse tipo.

Implicações para a segurança pública

Esta fuga ressalta vulnerabilidades críticas no sistema prisional maranhense, especialmente em unidades que deveriam focar na ressocialização. O uso de métodos simples, como lençóis transformados em cordas, para burlar a segurança evidencia a necessidade urgente de revisão dos protocolos de vigilância e manutenção das estruturas físicas.

Além disso, o fato de a fuga ter sido confirmada apenas dois dias depois sugere possíveis falhas na comunicação interna e nos sistemas de monitoramento, fatores que podem comprometer a segurança pública regional e exigir medidas corretivas imediatas das autoridades competentes.