Prisão após 20 anos: suspeito de matar menina de 9 anos em 2006 é detido no Paraná
Prisão após 20 anos: suspeito de matar menina de 9 anos é detido

Prisão após 20 anos: suspeito de matar menina de 9 anos em 2006 é detido no Paraná

Após quase duas décadas de impunidade, a Polícia Civil do Paraná prendeu preventivamente Martônio Alves Batista, de 55 anos, suspeito de ser o autor do assassinato da menina Giovanna dos Reis Costa, ocorrido em abril de 2006. O caso, que havia sido arquivado após a absolvição de três pessoas por falta de provas em 2012, foi reaberto com base em novas evidências e relatos de testemunhas que surgiram recentemente.

O crime que chocou Quatro Barras

Giovanna tinha apenas nove anos quando desapareceu em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. Seu corpo foi encontrado em um terreno baldio, envolto em sacos plásticos, amarrado com fios elétricos e apresentando sinais de violência sexual. Na época, as investigações apontaram para três moradores de uma casa de tarô vizinha à residência de Martônio, mas eles foram inocentados por ausência de provas concretas.

As roupas da vítima foram localizadas a cerca de 50 metros da casa da família, em frente à residência de Martônio. Uma sacola plástica de um mercado distante, encontrada com os itens, tornou-se uma peça-chave. Com a reabertura do caso, a polícia descobriu que o estabelecimento ficava próximo à casa do ex-marido da então esposa de Martônio, que confirmou usar sacolas daquele mercado para transportar roupas sujas do filho.

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Novas evidências e confissões

Durante as investigações iniciais, policiais visitaram a casa de Martônio no dia do desaparecimento e encontraram um colchão com mancha de urina. No entanto, ao retornarem, o colchão havia desaparecido e a casa havia sido lavada com água sanitária. No quintal, foi encontrado um fio de energia semelhante ao usado para amarrar o corpo de Giovanna.

Com a reabertura do caso, testemunhas relataram que Martônio "debochava" do crime anos depois, afirmando que "estava tudo na frente deles" em referência aos policiais. Ex-companheiras do suspeito contaram que a mulher que era casada com ele em 2006 foi obrigada a limpar a casa para eliminar provas. Uma delas revelou que Martônio confessou detalhes do crime, incluindo como atraiu Giovanna para dentro de casa sob o pretexto de pegar dinheiro para uma rifa.

Denúncia que reabriu o caso

O caso foi reaberto após uma ex-enteada de Martônio denunciar abusos sexuais sofridos dos 11 aos 14 anos. Ela relatou que o suspeito a ameaçava dizendo que ela seria "a próxima Giovanna". A vítima reconheceu Martônio em reportagens sobre sua prisão em 2018 por instalar câmeras no banheiro feminino de uma pastelaria. Ao confrontar o homem, a mãe da ex-enteada ouviu dele a confissão: "você sabe aquele caso de Quatro Barras que eu disse que era testemunha? Eu não sou testemunha, eu fui o autor".

Martônio está preso preventivamente sob suspeita de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável. Ele permaneceu em silêncio durante o depoimento à polícia e também é investigado por outros crimes sexuais. A defesa alega que se trata de um caso com lapso temporal e questiona os fundamentos da prisão preventiva.

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