Operação Sinal Vermelho prende 10 por fraude na CNH no Tocantins
Operação prende 10 por fraude na CNH no Tocantins

Operação Sinal Vermelho desarticula esquema de fraude na CNH no Tocantins

Nesta quarta-feira (11), a Polícia Civil do Tocantins deflagrou uma operação de grande porte para cumprir 10 mandados de prisão preventiva e 59 mandados de busca e apreensão. A ação, batizada de Sinal Vermelho, tem como alvo uma organização criminosa suspeita de fraudar a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em todo o estado.

Esquema milionário de venda de CNHs fraudulentas

Segundo as investigações, os candidatos pagavam valores que chegavam a R$ 4,3 mil para obter a habilitação sem realizar as etapas obrigatórias do processo legal. Isso incluía a isenção de exames médicos e psicológicos, aulas teóricas e provas práticas. A polícia identificou que, em alguns casos, os beneficiários sequer compareciam ao estado do Tocantins durante o processo fraudulento.

Composição do grupo criminoso e alcance da operação

O grupo criminoso investigado seria composto por:

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  • Servidores públicos
  • Profissionais de clínicas médicas e psicológicas
  • Instrutores de Centros de Formação de Condutores (CFCs)
  • Funcionários de empresas terceirizadas

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Augustinópolis e estão sendo cumpridas em sete municípios tocantinenses e em Imperatriz, no Maranhão. Cerca de 200 policiais civis participaram da operação, que mobilizou efetivos em múltiplas localidades simultaneamente.

Métodos sofisticados de fraude

As investigações, que começaram na Delegacia Especializada de Repressão a Furtos, Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA) em Palmas, revelaram um esquema conhecido como "venda de CNHs à distância". Os investigados utilizavam mecanismos avançados para burlar os sistemas de segurança:

  1. Fraude biométrica: Inserção de digitais de terceiros no sistema em substituição às dos candidatos ausentes
  2. Foto de foto: Utilização de imagens de fotografias de documentos ou enviadas por aplicativos de mensagens para burlar o reconhecimento facial
  3. Aprovação irregular: Lançamento manual de resultados positivos em provas que não foram realizadas

Crimes investigados e medidas administrativas

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informações. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a operação contou com apoio do Detran-TO e que as provas obtidas serão compartilhadas com a corregedoria do órgão para adoção das medidas administrativas cabíveis.

Os nomes dos investigados não foram divulgados pelas autoridades, e o Departamento de Trânsito do Tocantins (Detran) ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. A operação representa um golpe significativo em um esquema que colocava em risco a segurança no trânsito ao permitir que motoristas não qualificados obtivessem documentos de habilitação de forma ilegal.

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