Vídeo é último registro de corretora antes de ser assassinada por síndico em Goiás
Último vídeo de corretora antes de ser morta por síndico em Goiás

Vídeo é último registro de corretora antes de ser assassinada por síndico em Goiás

A Polícia Civil de Goiás concluiu nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, as investigações sobre a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, apontando que ela foi assassinada com dois tiros na cabeça pelo síndico do prédio onde vivia, Cleber Rosa de Oliveira, que está preso preventivamente.

Últimas imagens antes do crime

A polícia divulgou um vídeo que é o último registro de Daiane antes de sua morte. Nas imagens, ela mostra que a energia do prédio estava funcionando normalmente, e que apenas o seu apartamento havia sido desligado. A corretora desceu ao subsolo para conferir o motivo do corte de energia específico em sua residência.

No vídeo, é possível ver que Daiane constata que todas as demais unidades estavam normais e que apenas a chave da sua residência havia sido desligada. No subsolo, ela encontra o síndico, que aparece na filmagem dizendo: "Ah, olha quem eu encontro". Logo após localizar o seu relógio de energia, ela dá um grito e a filmagem é interrompida.

Desaparecimento e descoberta do corpo

Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro no subsolo do prédio em que vivia, inicialmente sem deixar rastros. O caso ganhou bastante repercussão, pois imagens de câmeras de segurança mostraram a corretora descendo até o subsolo, sem levar quaisquer pertences além do celular, momento desde o qual não foi mais vista.

O apartamento dela estava destrancado, não houve tentativa de movimentação bancária e tampouco havia sinais de que ela pretendia viajar. O corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição no dia 28 de janeiro, em uma área de mata a 15 quilômetros da sua residência.

Investigações e motivações

Segundo a Polícia Civil de Goiás, Cleber Rosa de Oliveira desligou a energia do apartamento de Daiane de forma premeditada. Ele a agrediu pelas costas quando ela desceu ao subsolo. A arma usada no crime foi jogada no lago Corumbá, no caminho entre o prédio e o local da desova do corpo.

O celular de Daiane foi jogado no esgoto do prédio, mas a polícia conseguiu recuperá-lo. Por meio do luminol, os investigadores encontraram sangue no carro do porteiro. Os dois haviam protagonizado inúmeras discussões que, inclusive, terminaram com intervenção policial.

Daiane havia formalizado várias queixas contra o porteiro, algumas se tornaram processos judiciais, outras foram arquivadas. No dia da descoberta do corpo, o porteiro confessou que matou a corretora, mas não deu outros detalhes sobre a dinâmica do crime.

Conclusão do caso

Com as investigações concluídas, a polícia estabeleceu que o crime foi premeditado e executado pelo síndico, que agora aguarda julgamento preso preventivamente. O caso continua a repercutir na região, destacando questões de segurança em condomínios e conflitos entre moradores e administradores.