Justiça do Rio nega pedido de Jairinho para barrar laudos da necrópsia de Henry Borel
Justiça nega pedido de Jairinho para barrar laudos de Henry Borel

Justiça do Rio mantém laudos da necrópsia de Henry Borel no processo contra Jairinho

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou um pedido da defesa do ex-vereador Dr. Jairinho, preso desde 2021, que buscava impedir a exibição de seis laudos da necrópsia de Henry Borel durante o julgamento, agendado para o dia 23 de março. O menino, de apenas 4 anos, foi encontrado morto em março de 2021 no apartamento onde residia com sua mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, Jairinho, conforme apontam as investigações policiais.

Detalhes do caso e alegações da defesa

Henry Borel foi levado a um hospital, mas já estava sem vida quando chegou. Inicialmente, o casal alegou que a criança havia sofrido um acidente doméstico. No entanto, o parecer do Instituto Médico Legal (IML) indicou que a morte foi causada por hemorragia interna decorrente de uma lesão grave no fígado, provocada por ação contundente.

Os advogados de Jairinho argumentaram que o perito oficial do caso alterou seu lado após conversar com uma perita que, segundo eles, teria se comprometido a auxiliar o pai de Henry, Leniel Borel, vereador e assistente de acusação. Eles também recorreram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e denunciaram o perito à Corregedoria da Polícia Civil e ao Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), resultando na abertura de uma sindicância.

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Decisão judicial e fundamentos

O juiz Renan de Freitas Ongaratto, responsável pela decisão, destacou que a defesa deveria ter apresentado o pedido antes dos réus serem pronunciados, pois a alegação de parcialidade dos peritos já constava no início do processo. Em sua fundamentação, ele afirmou: “A alegada parcialidade dos peritos foi alvo de arguição pela defesa do acusado no limiar da ação penal, por meio de exceção já decidida por este juízo e transitada em julgado. De igual modo, a discussão em torno da validade da prova da materialidade foi objeto de apreciação, mais de uma vez, tanto por este juízo, quanto pelas instâncias superiores, tratando-se de questão absolutamente preclusa.”

Além disso, a Justiça também negou um pedido de prisão domiciliar para Monique Medeiros, que está detida no Complexo de Gericinó (Bangu) desde julho de 2023. O caso ganhou ampla repercussão nacional, com a produção de um documentário de quatro episódios pela VEJA+, que detalha os eventos e investigações envolvendo a morte do menino.

O julgamento, marcado para o final de março, promete ser um marco na busca por justiça para Henry Borel, enquanto a sociedade acompanha atentamente os desdobramentos deste trágico episódio que chocou o Brasil.

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