Justiça do Rio mantém prisão de suspeitos em caso de estupro coletivo contra adolescente
A Justiça do Rio de Janeiro negou habeas corpus a foragidos envolvidos no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, mantendo a ordem de prisão contra os acusados. A decisão foi tomada pelo desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal, que indeferiu os pedidos apresentados por três dos quatro suspeitos maiores de idade procurados pelo crime.
Recurso dos suspeitos é rejeitado pela Justiça
Conforme apurado pela TV Globo, três dos quatro indivíduos maiores de idade, que estão foragidos, entraram com um recurso para suspender a prisão decretada pela Justiça. No entanto, o desembargador Luiz Noronha Dantas rejeitou os pedidos, afirmando que não há fundamento legal para conceder o benefício. O caso está sob segredo de Justiça, o que impede a divulgação de nomes e detalhes processuais ao público.
O Portal dos Procurados divulgou um cartaz com os retratos dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo, intensificando a busca pelas autoridades. A imagem foi compartilhada pelo Disque Denúncia na esperança de localizar os foragidos e garantir que respondam pelo crime.
Detalhes do caso e envolvidos
Quatro homens foram formalmente indiciados pela prática de estupro com concurso de pessoas, e a Justiça expediu mandados de prisão contra todos os acusados. Os nomes divulgados são:
- Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos;
- João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos;
- Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos;
- Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos.
Além disso, um adolescente que convidou a vítima para o local do crime também está sob investigação por ato infracional análogo ao estupro. O procedimento envolvendo o menor foi desmembrado e encaminhado para a Vara da Infância e Juventude, que ainda não emitiu decisão sobre a possível apreensão. Por se tratar de um menor de idade, sua identidade permanecerá em sigilo, conforme determina a legislação.
Mãe da vítima clama por justiça
Em meio ao desenrolar do caso, a mãe da adolescente vítima do estupro coletivo expressou sua dor e revolta, declarando: "Eu só quero que eles paguem". Suas palavras ecoam o sentimento de busca por justiça e reparação, enquanto a família aguarda o desfecho legal do processo.
A decisão da Justiça em negar o habeas corpus reforça a seriedade com que o caso está sendo tratado, destacando a importância de responsabilizar os envolvidos e oferecer suporte à vítima e sua família. As investigações continuam em andamento, com esforços concentrados na captura dos foragidos e na apuração completa dos fatos.



