Brasil está 'bem posicionado' para enfrentar crise no Oriente Médio, afirma secretária do Ministério da Fazenda
A secretária de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do Ministério da Fazenda, Débora Freire, declarou nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, durante o Fórum VEJA Brazil Insights em Nova York, que o Brasil se encontra em uma posição 'robusta' para lidar com os efeitos econômicos decorrentes da escalada de tensões no Oriente Médio. Segundo ela, o fato de o país ser exportador líquido de petróleo desde 2016 contribui para amortecer parte dos impactos externos provocados pela alta das commodities energéticas.
Freire destacou que o aumento do preço do petróleo tende a gerar efeitos positivos para as exportações brasileiras e para a arrecadação pública. No entanto, ela reconheceu que o Brasil ainda é vulnerável à alta dos derivados importados, especialmente no que diz respeito ao impacto sobre a inflação e os preços dos combustíveis. 'Nossa preocupação central é aliviar esse efeito do choque na inflação e nas famílias', afirmou a secretária.
A economista também ressaltou que o governo tem atuado para mitigar possíveis aumentos de preços sem abandonar o compromisso com a neutralidade fiscal. Além disso, enfatizou que a diversificação da balança comercial brasileira ajuda o país a enfrentar turbulências internacionais com mais resiliência.
Matriz energética limpa e baixa dependência do Oriente Médio
Freire lembrou que o Brasil possui baixa dependência comercial do Oriente Médio e destacou a importância da matriz energética brasileira, considerada uma das mais limpas do mundo. 'Cerca de 50% da nossa matriz energética é renovável, muito acima da média internacional', afirmou.
Apesar disso, a secretária alertou que um prolongamento do conflito pode afetar parceiros comerciais importantes e gerar novos desafios para a economia global. O evento foi organizado pela revista VEJA e contou com a presença de diversas autoridades e especialistas em economia.



