Filha adotiva de influenciador alega racismo e homofobia em condenação por exploração de menores
A filha adotiva do influenciador digital Hytalo Santos, Kamyla Maria, conhecida como Kamylinha, fez graves alegações de racismo e homofobia em relação à condenação do pai e do marido dele, Israel, conhecido como Euro, pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. A decisão judicial, divulgada pela defesa de Hytalo neste domingo, 22 de fevereiro de 2026, condenou os dois em primeira instância por exploração de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes.
Alegações de preconceito nas redes sociais
Nas redes sociais, Kamylinha expressou sua indignação, afirmando que a condenação é um reflexo das injustiças estruturais do Brasil. "Todo mundo sabe que o Brasil é um país injusto, mas só quem vive a dor do preconceito sabe o que é. Fiquei muito abalada quando vi isso, porque sei de toda a dor e sofrimento que uma pessoa negra e gay sofre no Brasil, mas sei que a justiça não fechará os olhos para isso", declarou ela. Suas palavras destacam uma percepção de que fatores raciais e de orientação sexual podem ter influenciado o processo judicial.
Contexto do caso e prisão do influenciador
Hytalo Santos foi inicialmente denunciado pelo youtuber Felca por suposta exploração de menores de idade, o que levou a uma investigação policial aprofundada. O influenciador foi preso em agosto de 2025 na cidade de Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo, após evidências apontarem para atividades ilegais envolvendo adolescentes. A condenação, anunciada na última sexta-feira, 20 de fevereiro, representa um marco significativo no caso, que tem atraído atenção nacional devido à fama de Hytalo nas redes sociais.
Implicações legais e sociais da condenação
A condenação de Hytalo Santos e Israel por exploração de conteúdo pornográfico com adolescentes levanta questões importantes sobre a responsabilidade de influenciadores digitais e a proteção de menores na internet. Especialistas em direito penal destacam que casos como este podem estabelecer precedentes para futuras ações judiciais contra figuras públicas envolvidas em crimes similares. Além disso, as alegações de racismo e homofobia feitas por Kamylinha adicionam uma camada complexa ao debate, sugerindo possíveis vieses no sistema de justiça brasileiro.
O caso continua a ser monitorado de perto, com a defesa de Hytalo planejando recursos legais. Enquanto isso, a discussão pública sobre igualdade racial e direitos LGBTQIA+ no contexto judicial ganha novo fôlego, refletindo tensões sociais mais amplas no país.