Esposa de piloto preso por rede de pedofilia fica horrorizada com crimes, afirma polícia
Esposa de piloto preso por pedofilia fica horrorizada, diz polícia

Esposa de piloto preso por rede de pedofilia fica horrorizada com descoberta de crimes, segundo autoridades policiais

O piloto de avião Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, suspeito de liderar uma rede criminosa de exploração sexual infantil, encontra-se detido em uma cela isolada no 26º Distrito Policial, localizado no bairro do Sacomã, na Zona Sul de São Paulo. Conforme informações confirmadas por policiais nesta quarta-feira (11), a esposa do acusado teria ficado profundamente horrorizada ao tomar conhecimento dos supostos crimes atribuídos ao marido.

Detenção em aeroporto e prisão temporária mantida pela Justiça

A prisão do piloto foi efetuada pela Polícia Civil na segunda-feira (9), quando ele estava dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, também situado na Zona Sul da capital paulista. Durante audiência de custódia realizada na terça-feira (10), a Justiça decidiu manter a prisão temporária de Sérgio por um período de 30 dias, enquanto a defesa do suspeito ainda não foi localizada para comentar o caso.

De acordo com relatos dos agentes policiais, o piloto admitiu informalmente que conhecia as meninas investigadas, porém não confessou formalmente os crimes contra elas. Essa conversa foi gravada pelas autoridades, mas ele ainda não passou por interrogatório oficial e não foi indiciado até o presente momento. O celular do acusado foi apreendido e será submetido a perícia técnica, pois, segundo investigadores, havia material de abuso sexual infantil armazenado no aparelho.

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Investigação detalhada e múltiplas vítimas identificadas

Sérgio Antônio Lopes é investigado por uma série de crimes graves, incluindo estupro de vulnerável, estupro, produção, compartilhamento e armazenamento de material de pornografia infantil. A investigação teve início há aproximadamente quatro meses na 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, que faz parte do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O caso veio à tona após a mãe de uma menina de 11 anos procurar a polícia para denunciar os abusos. Até agora, seis vítimas foram identificadas, mas a Polícia Civil continua apurando se existem outras crianças envolvidas e se mais pessoas participaram do esquema criminoso. Os investigadores revelaram que o piloto utilizava estratégias específicas para se aproximar das vítimas, como estabelecer contato inicial com as mães das crianças.

Outras prisões e andamento processual

Além do piloto, outras duas mulheres foram presas no desdobramento da operação policial. A avó de duas das vítimas foi detida e está custodiada no 6º Distrito Policial, no Cambuci. Ela ainda não foi interrogada, não foi indiciada, não constituiu advogado e teve seu celular apreendido. A Justiça também manteve a prisão temporária dela.

Já a mãe de uma das vítimas foi presa em flagrante depois que a polícia encontrou material de abuso sexual infantil em seu telefone celular. A prisão foi convertida em preventiva pela Justiça, e ela foi encaminhada para um Centro de Detenção Provisória (CDP) na capital paulista. Assim como os outros investigados, ela ainda não passou por interrogatório formal, e a defesa também não foi localizada.

Não há data definida para os depoimentos formais dos três presos, enquanto a Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer todos os aspectos deste caso chocante de exploração sexual infantil.

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