Jovem recebe pena de 28 anos por assassinato e ocultação de cadáver de namorada em Caraguatatuba
O Tribunal do Júri de São Paulo condenou, nesta quinta-feira (12), Adilson da Silva de Siqueira Júnior, de 26 anos, a 28 anos de prisão em regime inicial fechado. O réu foi considerado culpado pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver de sua namorada, Rafaela Ramos da Silva, que tinha apenas 16 anos. O crime brutal ocorreu em maio de 2024 na cidade de Caraguatatuba, localizada no Litoral Norte do estado de São Paulo.
Detalhes da sentença e condições da prisão
Na decisão judicial, o magistrado estabeleceu uma pena de 26 anos de reclusão pelo crime de homicídio qualificado, acrescida de mais dois anos de detenção pela ocultação do cadáver. Além disso, o condenado terá que pagar 20 dias-multa. O juiz também determinou que Adilson da Silva de Siqueira Júnior não poderá recorrer da sentença em liberdade, baseando-se em uma recente decisão do Supremo Tribunal Federal sobre prisões decorrentes de condenações pelo Tribunal do Júri.
“Considerando recente decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a prisão decorrente das condenações do Júri, ao julgar o tema 1068, vedo o direito de apelar em liberdade”, afirmou o juiz em trecho da sentença. Essa medida reforça a gravidade do caso e a necessidade de justiça imediata.
Circunstâncias do crime e motivação
De acordo com as investigações e a denúncia do Ministério Público de São Paulo, o crime foi cometido por motivo fútil, relacionado a ciúmes. Adilson estrangulou a vítima com as próprias mãos e a asfixiou com um travesseiro, resultando na morte da adolescente. O Ministério Público destacou que o homicídio foi qualificado pelo emprego de asfixia, pelo recurso que dificultou a defesa da vítima e por ter sido cometido contra uma mulher por razões da condição de sexo feminino.
Após o assassinato, o corpo de Rafaela Ramos da Silva foi enterrado no quintal de um sítio em Caraguatatuba. A vítima, que era estudante, estava desaparecida havia pelo menos três dias antes de ser encontrada morta na noite do dia 15 de maio de 2024.
Confissão e prisão do acusado
O réu foi preso poucos dias após o crime, por volta das 20h30 do dia 15 de maio, na estrada Abra de Dentro, no bairro Pegorelli. Durante o interrogatório, Adilson confessou ter cometido o assassinato, alegando que acreditava estar sendo traído pela namorada. A Defensoria Pública, que representava o acusado, informou anteriormente que não iria se manifestar sobre o caso, respeitando o sigilo processual.
Este caso chocou a comunidade de Caraguatatuba e reforça a importância de combater a violência contra mulheres, especialmente em relacionamentos abusivos. A condenação serve como um alerta sobre as consequências graves de crimes passionais e a necessidade de proteção às vítimas vulneráveis.



