Vítima de fábrica de móveis planejados investiu economias em ateliê da esposa e sofreu prejuízo
O retificador Wesley Ferreira da Silva, morador de Ribeirão Preto (SP), é mais um cliente que alega ter sido vítima de uma fábrica de móveis planejados. Ele conta que investiu todas as suas economias para montar um ateliê de costura para a esposa, mas o projeto não foi concluído. O orçamento com a Planearte foi de R$ 25 mil, dos quais ele pagou R$ 17 mil à vista e parcelou o restante no cartão de crédito. No entanto, a empresa não entregou os móveis nem deu retorno.
“Não é um dinheiro que cai do céu, a gente tem que lutar para conseguir os bens da gente”, desabafa Wesley.
Empresa tem histórico de reclamações
A Planearte possui um perfil em redes sociais com quase 20 mil seguidores e afirma ter mais de 15 anos de mercado, com mais de cinco mil projetos entregues em Ribeirão Preto e região, além de oferecer garantia de dez anos para os móveis. Apesar disso, diversos clientes têm recorrido à Justiça e à Polícia Civil, relatando que os responsáveis pararam de responder após não entregarem os móveis encomendados há meses. Um cliente chegou a encontrar a fábrica vazia e parada nesta semana.
A reportagem tentou contato com os responsáveis por telefone, na fábrica e na loja, mas não obteve resposta até a última atualização desta notícia.
Detalhes do contrato e frustração
Wesley fechou a encomenda em dezembro do ano passado. O projeto incluía um armário e uma mesa para o ateliê da esposa. “Montamos um projeto, pagamos, demos uma entrada no dinheiro e o restante no cartão. Parcelamos em 12 vezes e esperamos o projeto para fevereiro”, explica.
No prazo estipulado, ao questionar a fábrica, Wesley percebeu que nenhum funcionário estava disposto a resolver o problema. “Um jogava para o outro, passava um contato de outra pessoa da fábrica para montar, quando eu ligava ou ia à fábrica, jogavam que era o vendedor que tinha que decidir”, conta.
Desde então, a esposa de Wesley enfrenta dificuldades para organizar os utensílios e as roupas das clientes do ateliê. “A gente sempre sonhou com isso. É uma sensação de impunidade. A pessoa luta para ter um bem e outra pessoa lucra em cima da gente. Isso é triste”, lamenta.



