Casal é denunciado por estupro e pornografia infantil contra menina de 3 anos em Ribeirão Preto
Casal denunciado por estupro de menina de 3 anos em Ribeirão Preto

Casal enfrenta denúncia por estupro e pornografia infantil contra menina de 3 anos em Ribeirão Preto

O Ministério Público do Estado de São Paulo formalizou uma denúncia contra Leilane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, e seu marido, Andrey Gabriel Zancarli, de 23, por crimes graves envolvendo uma menina de 3 anos que residia com o casal em Ribeirão Preto. A ação judicial acusa a mãe da criança e o padrasto de uma série de delitos, com penas que, se somadas, podem alcançar até 80 anos de prisão.

Crimes denunciados e detalhes chocantes

Na denúncia, a Promotoria lista os seguintes crimes: estupro de vulnerável, produção de pornografia infantil, divulgação de pornografia infantil, posse de pornografia infantil, aliciamento de criança e fornecimento de bebida alcoólica a menor. O estupro de vulnerável, conforme o artigo 217-A do Código Penal, envolve atos libidinosos com menores de 14 anos ou pessoas sem discernimento para consentir, como em casos de deficiência intelectual ou embriaguez.

O Ministério Público argumenta que o casal agiu com consciência e vontade, transformando o lar, que deveria ser um ambiente seguro e afetivo, em um palco de exploração. A autoridade e confiança dos denunciados foram utilizadas para facilitar os abusos, conforme destacado na ação.

Investigações e descobertas perturbadoras

As investigações começaram após uma denúncia do amante da mãe, levando à prisão do casal na noite de 10 de janeiro. A Polícia Civil confirmou que vídeos dos abusos sexuais foram encontrados nos celulares de Leilane e Andrey, contendo imagens explícitas de atos libidinosos com a menina. A delegada Michela Ragazzi, da Delegacia de Defesa da Mulher, afirmou que as filmagens tinham como objetivo satisfazer fantasias sexuais do casal.

Nos depoimentos à polícia, Andrey revelou que Leilane frequentemente discutia temas sexuais envolvendo a filha, negou ter tocado na criança, mas admitiu que a mãe dopava a menina com um brigadeiro recheado com maconha. Ele também contou que chegou a fazer sexo com Leilane enquanto ela estava em cima da criança. Por sua vez, Leilane admitiu que o casal sempre conversava sobre fantasias sexuais na presença da menor.

Repercussões e situação atual

A denúncia ainda precisa ser aceita pela Justiça para que Leilane e Andrey se tornem réus oficialmente. Ambos negam ter cometido estupro, mas reconheceram a gravação dos vídeos encontrados. Atualmente, a menina de 3 anos vive com o pai biológico, que obteve guarda provisória após a prisão do casal.

Este caso chocante em Ribeirão Preto destaca a gravidade dos crimes contra crianças e a importância de denúncias para proteger os vulneráveis. As autoridades continuam acompanhando o processo, que pode resultar em longas penas de prisão para os acusados.